Durão Barroso aceitou o convite para presidir à Comissão Europeia. O primeiro-ministro destacou o projecto europeu, diz que assume pleno respeito pela autonomia de Jorge Sampaio mas sublinha que nada deve prejudicar a estabilidade democrática.
O primeiro-ministro, Durão Barroso, vai apresentar a sua demissão a Jorge Sampaio para assumir o cargo de presidente da Comissão Europeia, sucedendo a Romano Prodi. O anúncio formal foi feito esta terça-feira em São Bento por Durão Barroso, que sublinhou o interesse nacional da sua decisão.
Num discurso marcado pelas referências à vida europeia que está num «momento excepcional» devido ao recente alargamento a 25 e à aprovação da Constituição Europeia, Durão Barroso sublinhou que «nenhum líder nacional se deve furtar a dar o seu contributo para uma União Europeia mais coesa, mais justa».
«Portugal deve muito à Europa e quando esta pede uma colaboração de Portugal para uma missão importante, Portugal não deve dizer que não», disse Durão Barroso.
«Servir o projecto europeu é também servir Portugal», sublinhou o primeiro-ministro demissionário.
Durão Barroso diz que informou o Presidente da República «permanentemente» de todo o processo e sublinhou o «respeito pela autonomia de decisão» de Jorge Sampaio.
O ainda Chefe de Governo português disse, no entanto, que aceitar esta função «não deve prejudicar a estabilidade política». «Portugal tem uma democracia consolidada» e Durão confia que se manterá a «estabilidade política e o projecto que foi sufragado nas últimas eleições».