Depois dos ataques dos dirigentes do CDS/PP a Sousa Franco, o número dois da lista do PS às Europeias, António Costa, afirma que os socialistas recusam entrar no «campeonato do insulto» e refere que «não ganha quem insulta mais».
O líder do CDS/PP, Paulo Portas, acusou Sousa Franco de ser o «pai do défice» e o líder da Juventude Popular, João Almeida, referiu-se ao cabeça de lista socialista como «o tal senhor careca, de óculos grandes esquisitos».
António Costa sublinha que nas eleições europeias «não ganha quem insulta mais, ganha quem tem razão, quem tem ideias e consegue transmiti-las ao país e que o país reconhece como tal».
«Manter-nos-emos no campeonato das ideias, deixaremos Paulo Portas e o PSD no campeonato dos insultos e esperemos que sejam muito felizes nesse campeonato, que não é o nosso. Não alimentaremos essa troca de insultos», acrescentou.
No sábado, Sousa Franco já tinha lançado um «desafio», propondo a definição de um pacto de «não-insulto» entre as candidaturas, durante a campanha para as eleições Europeias.
Coligação é de «puro oportunismo»
António Costa acusou ainda a coligação «Força Portugal» de ser composta por «um partido que se diz europeísta» e «outro que nasceu para combater a Europa» e que se «separam a seguir às eleições», sendo que um deles ficará num «pequeno grupo de extrema-direita».
«Esta é uma coligação de puro oportunismo. Temos um partido que se diz europeísta, outro que nasceu para combater a Europa e que estão juntos e que no dia a seguir às eleições se separam: o PSD ir-se-á sentar no grupo do PPE, do qual o PP foi expulso, e o PP ir-se-á sentar num pequeno grupo de extrema-direita que existe no Parlamento Europeu, onde o único partido relevante é o partido fascista italiano», sublinhou o dirigente socialista.