Revoltados com a decisão de arquivar o processo da queda da Ponte Hintze Ribeiro, os familiares das vítimas juntaram-se em frente ao Tribunal de Castelo de Paiva e acenderam 59 velas. Em memória dos mortos e para «iluminar a justiça portuguesa».
Os familiares das vítimas da Ponte Hintze Ribeiro concentraram-se, esta noite, em frente ao Tribunal de Castelo de Paiva, para mostrar a sua indignação pelo facto do juiz de instrução ter decidido não levar nenhum dos 29 arguidos a julgamento, considerando que o colapso resultou de «causas naturais».
«É um acto meramente simbólico: iluminar a justiça portuguesa com 59 velas, correspondentes às 59 vítimas da tragédia, já que a justiça portuguesa está a trabalhar numa escuridão total e profunda», disse Horácio Moreira, presidente da Associação de Familiares das Vítimas, à TSF.
Horário Moreira revelou que está «inteiramente de acordo» com as declarações do antigo bastonário dos Advogados, António Pires de Lima, que disse não entender porque é que a justiça demorou três anos a tomar uma decisão se a ponte caiu por razões naturais.