Se a justiça portuguesa funcionasse bem a riqueza produzida em Portugal seria 11 por cento mais elevada, conclui um estudo apresentado quinta-feira no Congresso da Justiça.
Se a justiça portuguesa funcionasse bem, as empresas aumentariam 9,9 por cento no investimento e criariam mais 6,9 por cento de emprego, o que se reflectiria a nível macroeconómico.
O Produto Interno Bruto (PIB) podia crescer 0,2 por cento, ou seja, a taxa de crescimento aumentaria 11 por cento.
O estudo apresentado no Congresso da Justiça é da autoria de Célia Costa Cabral, professora de Economia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa,
O inquérito foi feito a 2700 empresas e a principal conclusão é que a lei e o sistema judicial portugueses favorecem o crime económico.
«O agente económico que viola a lei sabe que está a violar e está a violar porque sabe que isso lhe vai dar lucro», salienta Célia Costa Cabral.
O agente económico «faz a conta: 'se eu violar a lei vou ganhar isto, qual é o custo esperado? Ser apanhado e o custo da penalização que me é imposta. A probabilidade (de ser detectada a infracção) já é baixa e o custo da penalização é ridículo. Vale sempre a pena violar a lei», acrescenta.
Segundo este estudo o crime afinal compensa. A justiça prejudica gravemente a economia portuguesa.