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Jardim é candidato à presidência regional em 2004

 
Alberto João Jardim é candidato à presidência do Governo Regional nas eleições legislativas regionais de 2004 disse, o próprio, esta noite, às bases no jantar de Natal do PSD-Madeira.

Jardim aproveitou o jantar com as bases do partido para anunciar que será de novo candidato a presidente do Governo Regional em 2004, caso vença as eleições internas para a Comissão Política Regional do partido, e manifestou o apoio do PSD-M às regiões de Portugal «espezinhadas» pela classe política de Lisboa.

«E se hoje aceitei a responsabilidade de me candidatar de novo à presidência da Comissão Política Regional do partido, vou, aqui, dizer uma coisa, que deixei para dizer às bases, porque eu não gosto de equívocos, que se for eleito presidente da Comissão Política, eu serei também o candidato à presidência do governo», disse.

O discurso de Alberto João Jardim foi virado para as bases do PSD-M: «Nunca ninguém de vós andou a pôr-se em bicos de pés para ter a fotografia na primeira página dos jornais e nunca entrastes em discussões mesquinhas sobre se José era melhor que Manuel, aqui todos somos iguais a começar por mim».

«E fica claro esta noite que o meu projecto é a Madeira e nada mais do que a Madeira, é convosco que eu quero estar porque eu gosto das boas companhias», salientou, e, por isso, pediu o apoio de todos: «Então, ajudem-me a ficar».

Alberto João Jardim prontificou ainda o PSD-M a ser a voz dos sem voz no Continente, ou seja, das regiões que são mais desfavorecidas: «Podem os portugueses todos de fora de Lisboa contar com uma coisa é que vai haver uma voz contra Lisboa e essa voz será a do PSD-M».

«Nós conquistamos a nossa voz para pô-la ao serviço dos outros portugueses que são espezinhados pelo regime político podre cujos interesses estão em Lisboa», disse.

João Jardim queria um sucessor

Após o discurso e em declarações à comunicação social, Alberto João Jardim admitiu que gostaria que tivesse havido no partido um consenso à volta de um seu sucessor.

«Obviamente que, por comodidade pessoal, gostaria ter chegado, hoje, aqui, e de ter apresentado um candidato a líder que saísse de um consenso, não houve esse consenso mas houve um consenso à minha volta e como há um consenso à minha volta, tenho obrigação de servir o País, a Madeira e o partido», justificou.

O jantar de Natal do PSD-M reuniu 1.500 militantes e simpatizantes de um partido que, desde 1976, arrebatou 34 vitórias eleitorais na Madeira.



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