Carlos Raleiras está livre. Depois de ter estado raptado no Sul do Iraque desde sexta-feira de manhã, o jornalista da TSF entrou em contacto com a redacção e disse que foi abandonado pelos raptores a poucos quilómetros da fronteira com o Koweit.
Pouco depois das 17:00, a redacção da TSF recebeu o telefonema que tanto ansiava. Carlos Raleiras informava que está livre e se encontra bem.
«Largaram-me há cerca de 15/20 minutos, na autoestrada para Bassorá», a poucos qulómetros da fronteira com o Koweit, contou o jornalista português, que estava raptado desde sexta-feira de manhã.
Carlos Raleiras diz que não foi maltratado. «Deram-me água e bolachas. Podia ter sido bem pior», afirmou, sublinhando: «estou bem».
Sexta-feira andou de casa em casa com o grupo de raptores, cujas pessoas íam alternando. «Só no primeiro dia é que estiveram todos juntos, um grupo de nove pessoas».
Depois íam alternando consoante passavam nas diferentes casas, tendo ficado com ele dois a três raptores.
Este sábado andou toda a manhã na mala do carro dos raptores, que acabaram por o abandonar na autoestrada para Bassorá.
O jornalista da TSF seguia na coluna de jipes de jornalistas portugueses que foi atacada sexta-feira de manhã, no Sul do Iraque. Tudo aconteceu junto à localidade de Marditz, já próximo de Bassorá, pouco depois das 8:00, hora de Lisboa.
A enviada especial da SIC, Maria João Ruela, foi baleada numa perna, tendo sido depois operada na base britânica de Bassorá.
O repórter de imagem da SIC, Rui do Ó, que seguia também no jipe alvejado, escapou ileso. Carlos Raleiras foi raptado e fez o primeiro contacto com a redacção, via telefone, cinco horas depois.