O ministro do Ambiente considerou esta terça-feira que a retirada da tutela das áreas protegidas do seu Ministério para o da Agricultura constituirá «uma cedência a interesses particulares».
«O Estado não pode estar à mercê dos interesses. O Estado tem de ser forte, a política não pode ser apenas uma gestão de interesses particulares», afirmou Amílcar Theias no aeroporto, aludindo à reunião no ministério das Finanças, onde se debate a perda da tutela das áreas protegidas pelo Instituto da Conservação da Natureza (ICN).
O ministro reconheceu ter sido «apanhado de surpresa» com a eventual passagem de competências para a Secretaria de Estado das Florestas, sob alçada do Ministério da Agricultura, e admitiu não concordar com a medida.
«O PSD esteve sempre na vanguarda das questões ambientais, por isso estou convicto de que o primeiro-ministro vai manter esta orientação» disse o líder da pasta do Ambiente.
Sobre a possibilidade de se demitir caso a transferência seja consumada, Theias disse que «a questão não se coloca pois não foi ainda tomada qualquer decisão«
«Além do mais é uma questão entre mim e o primeiro-ministro», afirmou.
O presidente do ICN, Silva Costa, já se manifestou contra a mudança de tutela e admitiu à TSF demitir-se caso ela avance.