Há 67 incêndios activos no país. Apesar de algumas frentes estarem mais «calmas», continuam os incêndios por circunscrever. Leiria, Mação e Proença-a-Nova são os nomes que se destacam no mapa dos fogos.
A humidade e o arrefecimento da temperatura ajudaram na noite dos fogos, mas o vento soprou mais forte. Os meios aéreos entraram em acção mas condicionados em alguns locais por falta de visibilidade. Há 67 fogos activos em Portugal.
A situação continua preocupante. A prioridade dos bombeiros é a salvaguarda dos bens e da vida das populações.
Aveiro, Guarda e Viseu
O fogo florestal no Roque, Pinhel, era o único não circunscrito às 06:30 de hoje em todo o triângulo compreendendo os distritos de Aveiro, Guarda e Viseu.
Segundo fonte dos Bombeiros de Pinhel, o incêndio do Roque iniciou-se ao princípio da tarde de domingo e alastrou a aldeias vizinhas, matando alguns animais e destruindo um número indeterminado de habitações.
Este incêndio levou ao corte das estradas nacionais que ligam Trancoso (EN 226) e Guarda (EN 221), segundo fonte da Brigada de Trânsito. Por agora ainda não há indicação de quando é que as duas vias vão ser reabertas ao trânsito.
No distrito de Viseu, uma nova frente de fogo foi detectada cerca das 04:00 em Oliveira de Frades, encontrando-se circunscrita duas horas depois.
Leiria
O fogo que lavrava na Mata Nacional, no concelho da Marinha Grande, desde sábado, está circunscrito, adiantou uma fonte do Centro de Coordenação Operacional (CCO) de Leiria.
No local estão 78 bombeiros de nove corporações apoiados por 23 viaturas, que tentam evitar reacendimentos.
No Soutocico, onde o fogo que, no sábado, consumiu mais de mil hectares perto de zonas povoadas, a situação continua complicada, devido a vários reacendimentos que obrigam à atenção dos bombeiros.
Neste local, estão cerca de 160 bombeiros que têm conseguido acorrer a pequenos reacendimentos em zonas de difícil acesso.
Santarém
Os fogos que lavram nos concelhos da Chamusca e Mação, em Santarém, continuam sem controlo, confirmou hoje o governador civil de Santarém, Mário Albuquerque, à Agência Lusa.
Em Chamusca encontram-se 122 elementos, com 37 veículos. O concelho de Mação conta com 83 bombeiros, apoiados por 23 veículos.
O aumento da temperatura originou alguns reacendimentos que só estão a ser combatidos por meios aéreos, porque os bombeiros no terreno não têm recursos para enfrentar estes novos focos.
No terreno encontram-se cerca de três centenas de bombeiros, que estão a dar especial atenção às populações, apesar do fogo ainda não ameaçar habitações.
«Temos de ter homens perto de aldeias atingidas para impedir novos reacendimentos», confirmou Mário Albuquerque.
Castelo Branco
«Muito complicado» está, segundo Nuno Costa, o incêndio que começou em Proença-a-Nova e alastrou a Sertã e Oleiros. No local estão 330 bombeiros, 98 viaturas, 7 máquinas de rasto, 140 militares, quatro helibombardeiros pesados e um médio.
Portalegre
No distrito de Portalegre, é o incêndio de Nisa que preocupa. O fogo ainda não está circunscrito. 59 homens combatem as chamas, apoiados por 16 viaturas e uma máquina de rasto no Pé da Serrra. Um helibombardeiro pesado juntou-se à «luta».
Os incêndios nos concelhos de Nisa e Gavião, estão a ser combatidos por 83 elementos, com 23 veículos, apoiados por um aerotanque pesado e uma máquina de rasto.
Em São Julião também há fogo, grande, e 80 homens fazem-lhe frente apoiados por 21 viaturas e dois helibombardeiros ligeiros.
Lisboa
No distrito de Lisboa, na Serra do Monte Junto (concelho do Cadaval) foi registado um incêndio que está a ser combatido por 156 elementos, com 46 veículos, apoiados por um helibombardeiro ligeiro.