O Tribunal da Boa Hora, em Lisboa, decidiu libertar o antigo presidente do Benfica, João Vale e Azevedo, actualmente em situação de prisão preventiva. Vale e Azevedo abandonou o Estabelecimento Prisional da Polícia Judiciária de Lisboa pelas 19:00 desta quinta-feira.
O Ministério Público já fez saber que vai recorrer da decisão de libertação de Vale e Azevedo.
A 19 de Fevereiro o Tribunal da Relação tinha ordenado também a sua libertação, mas após 14 segundos de liberdade, João Vale e Azevedo voltaria a ser detido pela Polícia Judiciária para interrogatório, que veio a ditar novamente a prisão preventiva.
Vale e Azevedo encontrava-se em prisão preventiva e está a ser julgado no âmbito do processo Euroárea.
O seu advogado de defesa, José António Barreiros, confirmou à TSF que «por decisão do colectivo de juízes [do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa] no julgamento ao requerimento formulado pela defesa, João Vale e Azevedo é libertado com uma caução de 250 mil euros e com apresentações semanais na polícia da área da residência e com a proibição de prestar declarações à imprensa e de contactar testemunhas do processo».
«É o colectivo que está a efectuar o julgamento que decidiu a libertação na sequência de um requerimento da defesa. O fundamento é a atenuação das exigências de prova e dos outros pressupostos da prisão preventiva e foram alteradas as medidas de coacção aos dois arguidos», acrescentou.