O V. Guimarães empatou a um golo frente ao Boavista. Uma semana após a tragédia da morte de Fehér em Guimarães, a partida acabou com muitos protestos contra Paulo Baptista, que demorou mais dez minutos a abandonar o relvado.
O V. Guimarães não foi além de um empate a um golo na recepção ao Boavista, num jogo que ficou marcado pela homenagem a Fehér no sítio em que o avançado do Benfica morreu e pelo turbulento final da partida.
Depois de uma infeliz arbitragem de Paulo Baptista, os adeptos do V. Guimarães em fúria, atiraram cadeiras contra os elementos da equipa de arbitragem, obrigando o juiz a retardar a sua saída do relvado.
Paulo Baptista só conseguiu abandonar o relvado do D. Afonso Henriques, após uma carga policial contra o público presente no estádio, valendo de pouco os apelos à calma por parte de dirigentes vimaranenses, como Neno.
Os locais foram a equipa mais perigosa durante o primeiro tempo, com duas boas ocasiões aos 11 e 14 minutos, sempre através de Rubens Júnior.
O golo do V. Guimarães poderia muito bem ter surgido aos 16 minutos, na sequência de uma grande penalidade, a castigar mão na bola de Filipe Anunciação, mas Guga não conseguiu converter o castigo máximo, atirando o esférico ao poste esquerdo.
Os «axadrezados» ainda tentaram responder através de uma iniciativa de Ali, à qual Luiz Cláudio não deu o melhor seguimento, com os vimaranenses a responderam perto da ida para os balneários, numa jogada em que Rafael e Rubens Júnior não conseguiram emendar um cruzamento de Abel.
Catorze minutos depois do intervalo, Ricardo Sousa não imitou Guga e converteu uma grande penalidade, a castigar derrube de Palatsi ao médio do Boavista.
A resposta dos vimaranenses não tardou, já que Rafael, na sequência de um livre de Rubens Júnior, conseguiu saltar mais alto que a defesa do Boavista, marcando o golo do empate.
O Boavista esteve perto de marcar, aos 79 minutos, depois de um remate de Raúl Meireles, com Romeu a atirar ao lado do poste de Romeu, aos 88.
Já nos descontos, após Paulo Baptista ter assinado um fora-de-jogo ao Boavista, Palatsi recebeu o segundo amarelo, sendo substituído por João Tomás nos postes.
No entanto, o jogador, entrado a meio da segunda parte, não foi posto à prova, já que a partida acabou logo a seguir.
Para além das cadeiras arremessadas contra o árbitro, após o final do jogo houve vários desentendimentos entre jogadores das duas equipas, em cenas de lamentar, apenas uma semana após a tragédia no D. Afonso Henriques, quando Miki Féher caiu inanimado nos descontos do V. Guimarães-Benfica.
Sob a arbitragem de Paulo Baptista, de Portalegre, as equipas alinharam da seguinte forma:
V.Guimarães:
V.Guimarães: Palatsi, Abel, Bruno Alves, Cléber, Rogério Matias, Flávio, Afonso Martins, Guga (Nuno Assis, 70'), Rafael (João Tomás, 75'), Rubens Júnior (Fangueiro, 80') e Romeu.
Suplentes: Miguel, Rui Ferreira, Fangueiro, Medeiros, João Tomás, Djurdjevic e Nuno Assis.
Boavista:
Boavista: William, Filipe Anunciação, Paulo Turra, Éder, Viveros, Raúl Meireles, Jorge Silva, André, Ali (Martelinho, 46'), Ricardo Sousa (Pedro Santos, 89') e Luiz Cláudio (Cafú, 60').
Suplentes: Khadim, Martelinho, Cafú, Pedro Santos, Calvino, Ricardo Silva e Fary.
Acção disciplinar: cartão amarelo
Acção disciplinar: cartão amarelo para Jorge Silva (15'), Guga (32'), Ricardo Sousa (43'), Luiz Cláudio (56'), Palatsi (57' e 90'), Rogério Matias (66'), Cléber (75'). Cartão vermelho a Palatsi (90'), por acumulação de amarelos.