A Assembleia-geral da União Astronómica Internacional (IAU) decidiu esta quinta-feira, em Praga, retirar a Plutão o seu estatuto de planeta, passando assim a oito o número oficial de planetas do sistema solar.
Os mais de 2599 astrónomos de 75 países reunidos na capital da República Checa reconheceram por unanimidade que se cometeu um erro quando se outorgou a Plutão a categoria de planeta em 1930, ano da sua descoberta.
Ao votarem com a mão levantada os astrónomos do planeta inteiro recusaram uma classificação proposta pelo executivo do IAU, que propõe estabelecer duas categorias de planetas: os «planetas clássicos» e os «planetas anões».
Se esta premissa tivesse sido aceite, um planeta anão (categoria onde se deveria inserir Plutão, mas também Ceres e o misterioso UB313 descoberto há três anos) não poderia ser considerado como um planeta de pleno direito, afirmou Richard Binzer, um dos promotores desta mudança.
O Sistema Solar fica agora restrito a oito planetas: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.
A proposta inicial da IAU previa alargar para 12 o número de planetas: nove considerados como «verdadeiros», mais três considerados anões, tal como Charon que continua a ser considerada uma lua de Plutão.
Entretanto a astrofísica francesa Catherine Cesarsky tornou-se esta quinta-feira a primeira mulher a dirigir a IAU, ao assumir em assembleia-geral a presidência desta instituição que agrupa mais de 10.000 astrónomos em todo o mundo.