A NASA quer pôr quatro astronautas na Lua antes do fim da próxima década. A Agência Espacial Norte-americana pretende assim abrir um novo capítulo da exploração espacial que terá o satélite natural da Terra como base e o planeta Marte como destino final.
«Em 2018 os seres humanos estarão novamente na Lua», anunciou a agência espacial norte-americana no seu site na Internet.
«E dessa vez será para ficar, para construir postos lunares e abrir caminho a outras viagens a Marte e mais além», acrescenta.
Para isso, será usada uma nave que reunirá o melhor das cápsulas Apolo e da tecnologia dos vaivéns espaciais, que deixarão de voar em 2010.
«Esse sistema de exploração será acessível, confiável, versátil e seguro», afirma.
A nave, três vezes maior do que as cápsulas Apolo, poderá transportar quatro homens à Lua ou seis a Marte, e terá também capacidade para garantir a rotação das tripulações e o abastecimento da Estação Espacial Internacional (ISS).
Entre 1969 e 1972 seis cápsulas Apolo desceram na superfície lunar, sendo a mais importante dessas missões a da Apolo 11, que em 20 de Julho de 1969 converteu o comandante Neil Armstrong no primeiro homem a pisar o satélite natural.
Uma das principais inovações das novas naves consiste no combustível, tanto para se deslocar como para descer na Lua e, eventualmente, em Marte.
Essas naves, que realizarão pelo menos dez missões no espaço, utilizarão energia solar para se deslocar e motores a metano para descer na Lua.
Segundo a NASA, a utilização do metano como combustível dos módulos de alunagem antecipa o dia em que os astronautas poderão aproveitar as condições atmosféricas de Marte, onde abunda esse gás.
«Um posto lunar só a três dias de viagem da Terra irá dar-nos a prática necessária, fora do nosso planeta, para empreender uma grande viagem até Marte», refere a NASA.
Uma vez construído esse posto lunar, as tripulações poderão nele permanecer por períodos de até seis meses.