Um biólogo e investigador português desenvolveu um elixir da juventude. Com a tripla manipulação genética e fisiológica, Nuno Arantes de Oliveira conseguiu prolongar seis vezes a vida de um verme, preservando quase intacta a sua vitalidade.
Aumentar seis vezes a longevidade e conseguir, ao mesmo tempo, manter a vitalidade do corpo, ou seja, encontrar a fonte da juventude, é um sonho do ser humano. Um biólogo português conseguiu esta proeza, mas aplicada a pequenos vermes.
O biólogo e investigador Nuno Arantes e Oliveira bateu um recorde absoluto ao prolongar seis vezes a longevidade do verme C. Elegans. O resultado desta pesquisa, que abre perspectivas no estudo do envelhecimento do corpo, é publicado na revista «Science» desta sexta-feira.
Com apenas um milímetro de comprimento, o verme em causa tem uma esperança média de vida de 20 dias. Mas através da tripla manipulação genética e fisiológica, Arantes e Oliveira conseguiu prolongar a vida do C. Elegans até aos 124 dias, mantendo quase intacta a sua vitalidade.
Tão importante como o aumento da longevidade, «é o facto dos vermes terem mantido uma grande vitalidade quase até ao fim da vida», sublinha o biólogo em declaração ao «Diário de Notícias».
O resultado deste estudo contraria as correntes científicas vigentes, segundo as quais um aumento da longevidade é acompanhado de proporcional perda de capacidades vitais. O trabalho de Arantes e Oliveira vem provar o contrário.