Colocado por mario.fernando em
02-09-2010 às 22h36
Por mais estranho que pareça a selecção nacional vai jogar. É verdade , há um Portugal - Chipre agora e um Noruega - Portugal na terça-feira. E lembro isto porque, na véspera do arranque da campanha para o Euro2012 , lá surgiu a divulgação pública do acordão da AdoP , Laurentino Dias veio explicar ao país por que razão não há "justiça governamental" e pedir a Madail que , de uma vez por todas , tenha coragem para tomar decisões , e Queiroz alertou para o facto de isto ainda não ter cabado (segue-se o TAS) , tentando encostar Laurentino à parede quando afirmou que ele , seleccionador , estava disposto a assumir as suas responsabilidades , pelo que aguardava que o secretário de Estado fizesse o mesmo caso viesse da Suiça uma deliberação contrária à que Laurentino apoiou.
Por mim , vou deixar o caso-Queiroz na geleira à espera de melhores dias. Fiquei a saber que o acordão revela algumas coisas que não batem certo com aquilo que o seleccionador afirmou em várias entrevistas , mas isso já é matéria para o TAS se entreter. No entretanto , vem aí o futebol e , aqui sim , há uma incógnita mais preocupante. No meio de toda a embrulhada federativa , como irá comportar-se a equipa nacional? Quem percebe a importância de marcar presença no próximo Europeu não pode deixar de ficar apreensivo.
A primeira grande questão prende-se com o onze a utilizar. Olhando para o cenário vigente (e é com este que temos de lidar) verifica-se que o meio-campo é o que gere maiores dúvidas. Manuel Fernandes e João Moutinho parecem estar "condenados" a alinhar , provavelmente com Raul Meireles , mesmo que este praticamente não tenha tocado na bola desde o início da época. Há aqui uma certa sensação de "vazio" , porventura superável no futuro , mas que , de momento , deixa margem para alguma incerteza quanto à eficácia.
Valha-nos que jogamos em casa e com o Chipre. Com maior ou menor dificuldade certamente faremos três pontos e , se for esse o caso , alguns acertos serão possíveis para a deslocação a Oslo. Determinante mesmo é que os jogadores - e , deixemo-nos de estórias , neste caos em que vivemos , dependemos exclusivamente do que eles conseguirem produzir - façam um esforço suplementar para "desligarem" do ruído que os rodeia e centrem a sua atenção apenas no adversário que vão ter pela frente. Esta é uma das tais alturas em que eu gostava mesmo que se ganhassem jogos com o piloto automático. O problema é que , como lembrava Jesualdo Ferreira , em Nyon , os únicos pilotos automáticos que conheço são os dos aviões...
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31-08-2010 às 23h55
Carlos Queiroz aproveitou a entrevista à SIC para definir os vectores daquela que será a sua defesa a partir de agora.Tenho muitas dúvidas de que consiga alcançar algo de palpável com eles. E muito menos que , como afirmou , fique com condições de prosseguir no cargo , aconteça o que acontecer. Mas vamos por partes.
Queiroz fala de uma "justiça governamental" , que ninguém saberá exactamente como funciona porque não ouve os arguidos, que atropelou uma decisão da justiça desportiva colocando em causa um orgão da Federação , isto é , o Conselho de Disciplina. Portanto , sente Queiroz que a direcção federativa tem a obrigação de se colocar ao lado do seleccionador para defender uma deliberação por ela (Federação) tomada. É evidente que a ADop , depois de aguardar uma punição séria a Queiroz por "perturbação" do controlo na Covilhã , resolveu agir porque o CD não fez aquilo que ela pensava. Mas também ninguém está a ver uma direcção que moveu um processo ao seleccionador por ter dito o que disse sobre um dos seus membros , virar agora a agulha e apoiar Queiroz. Por aqui , o técnico não vai longe.
Queiroz tentou relativizar a célebre expressão sobre Amândio de Carvalho , aquela em que disse que o dirigente tinha optado por "pôr a cara no polvo" que pretende despachá-lo da Federação. Para o seleccionador , "polvo" ou "nuvem" são a mesma coisa e nem fazia ideia que alguém pudesse ver na palavra qualquer insinuação mafiosa. Ora aqui está um óptimo exemplo daquilo a que chamamos pior a emenda que o soneto. Queiroz devia , muito simplesmente , lembrar que Amândio de Carvalho assumiu publicamente a suspensão do seleccionador antes da decisão do CD. E admitir que , tal como na Covilhã , se deixou levar por uma alusão a algo que não pretendia. Colocaria Amândio de Carvalho numa situação difícil de explicar e não tentaria fazer-se passar por ingénuo. Por aqui , o técnico também não lucrou grande coisa.
Queiroz diz que não desiste de defender a sua honra. Certo , ninguém ousará negar-lhe esse direito. Mas já é discutível acrescentar que , depois de tudo encerrado , terá condições para permanecer no cargo. Pergunta : com o apoio de quem?
Tudo isto acontece no mesmo dia em que , recorde-se , Gilberto Madail afirmou que a selecção não será afectada porque "funciona em piloto automático". E que a Federação não fazia a menor ideia do que se tinha passado na Covilhã. Confesso que ainda estou a tentar convencer-me de que ouvi bem...
PS : Continuamos à espera de perceber toda a argumentação da ADop para castigar Queiroz. Toda. E de ouvir Laurentino Dias explicar ao país aquilo que ainda não quis dizer.
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30-08-2010 às 20h14
É uma das maiores trapalhadas de que há memória na selecção nacional. Com estes (novos) seis de meses de suspensão a Carlos Queiroz , onde vai parar isto? Este foi - inevitavelmente - o tema central do Jogo Jogado desta semana na TSF. O assunto é demasiado grave para não ser prioritário.
Depois , a "viragem emocional" em relação a Roberto e a liderança do campeonato pelo FC Porto completaram a agenda.
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30-08-2010 às 01h16
A definição estratégica é vital quando se pretende um determinado objectivo. Esta época , o FC Porto apontou claramente à liderança do campeonato o mais cedo possível. Já está , por mérito próprio e por demérito da concorrência. Na segunda causa , não é problema dos dragões , mas dos adversários directos. Já na primeira razão o trabalho é deles. E estão a fazê-lo bem. Em Vila do Conde somou-se mais um capítulo com o performer Hulk a dar cartas. Outra vez.
A estória do desafio com o Rio Ave resume-se a três ou quatro vectores. André Vilas-Boas opta pelo 4x3x3 porque quer manter alguma paridade com o 4x4x2 , ou seja , ter uma equipa preparada para qualquer desdobramento em função das necessidades que o adversário coloca , até mesmo durante o desenrolar do jogo. Para isto , é preciso ter peças (jogadores) que lhe possibilitem executá-lo. E o FC Porto aparenta tê-las. Repare-se no rendimento ascendente de Fernando , só possível porque há João Moutinho e Belluschi (e vice-versa).
Depois , e o treinador não fala de outra coisa , o impulso colectivo. O segundo golo dos dragões só é possível pela aplicação desta premissa. Estou a falar de um lance que começa e acaba em Hulk , depois de participarem Fucille , Falcao , Belluschi e Varela. Em resumo : Vilas-Boas está a construir pacientemente uma equipa sem lhe baixar a guarda. E as vitórias ajudam. Muito.
Reconheço que o Rio Ave não foi um opositor à altura , muito longe disso. A primeira parte dos vilacondenses foi jogada quase como se estivessem com medo de passar a linha de meio-campo. Aliás , o Rio Ave só resolveu reagir quando a desvantagem já era de dois golos. Antes , só por uma vez gerou problemas à defesa portista , culminando num lance muito suspeito entre Álvaro Pereira e Tarantini na área do FC Porto. É curto para quem quer pontuar.
Voltando à estratégia dos dragões. Chegar à terceira jornada isolado na frente abre-lhes todo um leque de opções que , acreditem , podem determinar o andamento do campeonato. Na próxima ronda o FC Porto recebe o Braga , enquanto na jornada imediata o Benfica é visitado pelo Sporting. Se baterem certas as contas dos portistas , ao fim de apenas cinco jornadas podem dispôr de uma vantagem pontual muito razoável para gerir daí para a frente. E , não tenho dúvidas , a concorrência também já percebeu isto.
PS : Justíssima a convocação de Silvio para a selecção. Mourinho afirma que ele é o jogador que mais lhe enche as medidas de entre os que jogam em Portugal. Depois do golo que marcou ao Marítimo (e o rapaz é lateral!) percebe-se ainda melhor a tese de Mourinho. Já não entendi muito bem a chamada de Nuno André Coelho. Numa altura em que Simão , Deco e , agora , Paulo Ferreira renunciaram à selecção seria uma boa altura para reformular a equipa nacional para olhar seriamente o Euro2012. O problema é que não há homem ao leme. E lá pela Federação não parecem muito preocupados com o assunto...
Colocado por mario.fernando em
29-08-2010 às 00h20
O destino é tramado. Claro que , agora , depois de Roberto defender um penálti , passou a ser olhado como um guarda-redes do outro mundo por boa parte do universo benfiquista. Ainda por cima , isto acontece num jogo em que os encarnados regressaram aos triunfos , batendo sem apelo nem agravo um insípido V.Setúbal e...só com dez jogadores durante mais de uma hora. Só que , para bem do próprio Benfica , é preciso que haja sensibilidade e bom senso.
Vamos ao início do filme. Jorge Jesus deu a titularidade a Júlio César e fez bem. Pode parecer bizarro fazer uma afirmação destas depois do que aconteceu , mas o facto é que era a única opção que , verdadeiramente , defendia Roberto. Todos temos consciência de que se Maxi Pereira não tivesse feito aquele atraso insensato para o brasileiro (e para o pior pé de Júlio César) , nada de especial teria sucedido e , não tenho qualquer dúvida , o Benfica ganharia o jogo da mesma forma categórica.
Roberto é obrigado a entrar numa situação em que nada tinha a perder e tudo a ganhar. Se o penálti fosse convertido , era irrelevante. Mas se ele defendesse rapidamente lhe colocariam a coroa do herói. Jorge Jesus tem razão quando diz que o espanhol foi determinante , mas não se pode entregar-lhe a exclusividade dos louros pelo triunfo. Por outras palavras : os erros de Roberto ajudaram a esbater as incapacidades do Benfica nas primeiras jornadas (o que era injusto para o guarda-redes) , mas a defesa de uma grande penalidade não pode secundarizar a produção de jogo dos outros (o que é injusto para a equipa).
A grande questão do momento é esta : vai o Benfica pôr de lado a ideia de emprestar Roberto e contratar um novo guarda-redes? Eu sei que é muito difícil tomar decisões racionais num quadro estritamente emocional. Mas tanto é agora como era há uma semana.
Caso-Roberto à parte , percebe-se que a equipa encarnada ainda tem muito que trabalhar , apesar da vitória inquestionável. Gaitán já esteve vários furos acima do que mostrara anteriormente - esteve em dois dos golos - e , pelo menos neste jogo , mostrou que é possível a articulação com Fábio Coentrão. Viram-se alguns ensaios que prometem algo de mais palpável lá para a frente. Tive pena que Salvio só estivesse 20 minutos em campo , mas teremos novas oportunidades para verificar o que realmente pode dar a este Benfica.
Uma derradeira nota para o V.Setúbal. Além de não ter percebido algumas das opções tácticas de Manuel Fernandes durante a partida , confesso que esperava algum voluntarismo por parte de quem está a jogar contra dez. Mas aquele penálti parece ter "desactivado" a equipa do Bonfim. Por culpa própria e...de Roberto.
Colocado por mario.fernando em
27-08-2010 às 23h12
Simão Sabrosa abdicou da selecção nacional. Ironicamente , no mesmo dia em que conquistou a Supertaça Europeia , o jogador do At.Madrid entendeu comunicar a Gilberto Madail que não estava mais disponível para continuar a vestir a camisola das quinas.
Admitamos que Simão chegou à conclusão de que era chegado o momento de passar a pasta e aproveitar a parte final da sua carreira para se dedicar , em exclusivo , ao seu clube. Deve ter sido , digo eu , uma profundíssima reflexão , pois o Mundial acabou prematuramente para os portugueses e , imagine-se , estamos a dois dias da primeira convocatória da campanha rumo ao Euro2012. Entre um momento e o outro , Simão poderia ter dito a Madail que não queria mais. Não disse , só o fez agora.
Profundíssima reflexão ou , em alternativa , o facto do mundo da selecção nacional se ter tornado , entretanto , um caos total , sendo impossível adivinhar no que tudo isto vai dar. Seja lá o que for , Simão terá percebido que não será coisa boa. Vendo bem , que sentido faria a um dos mais internacionais do país deixar-se enredar numa teia de conflitos? Nenhum. A selecção deve estar grata a Simão por aquilo que ele fez ao longo dos anos - e não foi pouco , para quem tem memória - e seguir em frente. Se for capaz , naturalmente.
Aqui para nós que ninguém nos ouve , eu , no lugar dele , faria exactamente o mesmo.
PS 1 : Raul Meireles tem Liverpool à sua espera. Encerra-se mais um "assunto pendente". Tonel , Stojkovic e Pongolle também já estão despachados. Só falta clarificar umas coisas ali para os lados da Luz.
PS 2 : Sporting e FC Porto , tal como já tinha acontecido com Benfica e Braga , foram bafejados pelos ares favoráveis do Mónaco. Será desta que quatro equipas portuguesas vão , em simultâneo , para lá da fase de grupos?
Colocado por mario.fernando em
27-08-2010 às 00h57
Dia recheado e pouco tempo disponível. Ainda assim , dá para algumas reflexões.
1 - Tinha aqui escrito que , depois daquela noite horrível de Alvalade , o Sporting não tinha outra alternativa que não fosse tentar fazer o seu jogo do ano na Dinamarca. A sobrevivência europeia assim o determinava. E foi , para já , foi. O Brondby confirmou aquilo que todos tinhamos percebido , ou seja , em condições normais , esta equipa é claramente inferior ao Sporting. Só que isso implicava a necessidade de construir as ditas condições normais. Desta vez , o Sporting foi à luta (literalmente , até ao fim), deixando os brilhantismos de lado , empenhando-se no essencial. Ganhou - e muito bem - superou a provação e segue em frente na Liga Europa. Fundamental mesmo é saber se Brondby representou o tal ponto de viragem pelo qual o universo leonino reclamava desde o início da época. Paulo Sérgio consolidou a sua posição , aguarda-se que se consolide o resto para , finalmente , termos de volta um candidato a sério.
2 - O Marítimo despediu-se da Europa e o FC Porto tratou de acabar o que tinha começado. Não vi o jogo do Dragão, pelo que não quero ir muito longe no assunto. Mas registei o facto de André Vilas-Boas ter admitido que a primeira parte dos dragões esteve longe do desejável , com a equipa acusando intranquilidade. Estranho , para quem entrou em campo a ganhar 3-0. Uma palavra para Hulk : depois da tragédia familiar que lhe marcou a semana , ei-lo a assinar três golos (se tivesse marcado melhor o primeiro penálti seriam quatro) e a demonstrar uma força psicológica de louvar.
3 - O sorteio da Champions dificilmente podia ter corrido melhor para Benfica e Braga. Num mar infestado de "tubarões" as equipas portuguesas conseguiram contornar praticamente todos. Acredito que ambas podem passar à fase seguinte , mas é preciso que o Benfica sai da letargia em que se enfiou e que o Braga continue competente como até agora.
4 - A entrevista de Carlos Queiroz à TSF mostra um seleccionador mais prudente nas suas declarações. Mas também alguém que sabe ter o seu campo de manobra reduzido a zero e que , por isso , está mais à-vontade para esgrimir os argumentos que entende serem os mais aconselháveis para a sua defesa. Quando diz que o futuro dele não é importante , porque o que interessa é o futuro da selecção , está a chutar a bola para o lado federativo. Traduzindo : pensem no que estão a fazer , pois podem juntar ao "desaire" financeiro o desaire desportivo. Hum , como eu gostava de conhecer toda a estória do que sucedeu na Covilhã...
Colocado por mario.fernando em
24-08-2010 às 23h04
Há aqui um ponto que faz toda a diferença : o Braga não se limitou a eliminar o Sevilha . O Braga foi ganhar num dos estádios mais difíceis de Espanha , perante uma das melhores equipas do país vizinho , marcando quatro golos e , sobretudo , respondendo com classe de campeão às adversidades que lhe foram surgindo pelo caminho. Quem faz isto merece estar na Champions. E também não tenho grandes dúvidas de que , nesta altura , a chamada "Europa do futebol" estará a perguntar quem são estes portugueses que "despacharam" Celtic e Sevilha com uma clareza olímpica. E perguntam bem , porque já é tempo de os conhecerem.
Sonhar é algo que qualquer um pode fazer. Mas uma coisa é pensar num objectivo e esperar que alguma intervenção divina cumpra o desejo , outra - muito diferente - é construir uma estratégia que permita alcançar o sonho. Domingos Paciência foi pela segunda via e os seus jogadores interpretaram com uma aplicação notável o plano previamente estabelecido.
Para começar , entregar a iniciativa ao adversário - o Sevilha é que tinha de fazer pela vida , como reconheceu o próprio Antonio Alvarez - e preparar a venenosa arma do contra-ataque que o Braga utiliza como poucos. O golo de Matheus abanou profundamente a estrutura sevilhana , e o primeiro de Lima , no arranque da segunda parte , começou a abrir a autoestrada para a fase de grupos.
É verdade que os espanhóis conseguiram o 2-2 (Navas é , de facto , um jogador de altíssimo nível) , mas foi nesta altura que se viu o verdadeiro Braga europeu , o tal que não tremeu , arregaçou as mangas , voltou ao plano e...aplicou mais dois. Claro que a cartada-Lima , jogada por um perspicaz Domingos , foi determinante para muita da estória do jogo , mas é também aqui que se vêem os grandes treinadores.
Lima , o homem do hat-trick , e Sílvio (uma enorme exibição) foram os dois jogadores que mais impressionaram , mas foi o todo que valeu o triunfo. Até Felipe. Ele é dos que consegue dar um 'frango' no meio de grandes defesas , por contraponto a outros que conseguem fazer uma defesa no meio de grandes 'frangos'. É uma flagrante diferença porque estamos a falar da Champions , compreendem?
Agora , com 7,1 milhões de euros no bolso , o Braga vai entrar noutra era da sua existência. Espera-se apenas que não se deixe levar por perigosas ilusões como sucedeu a outros num passado recente. Mas não creio que isso vá acontecer , se olharmos para a forma sustentada como o clube minhoto tem vindo a crescer nos últimos anos. Assim , sim.
Colocado por mario.fernando em
23-08-2010 às 16h59
Agora entre as 19.00 e as 20.00 - novo horário estreado na passada semana - o Jogo Jogado volta à antena da TSF , repartido entre Lisboa e Sevilha (é lá que está o Luis Freitas Lobo para seguir , amanhã , o jogo do Braga) . Portanto , o acesso à Champions é tema obrigatório.
Mas também a questão-Roberto : que fazer com ele? E os problemas do Benfica esgotam-se no guarda-redes? Entretanto , o Sporting ganhou mas a vida continua muito cinzenta , a meio de um play-off que está a correr mal. Também na agenda a entrada vitoriosa do FC Porto que , como lembra Vilas-Boas , atingiu já o objectivo de assumir a liderança do campeonato. À segunda jornada.
Colocado por mario.fernando em
22-08-2010 às 23h12
A tendência inicial do campeonato parece clara : o FC Porto chega ao topo com relativa facilidade , se levarmos em linha de conta que Benfica (principalmente este) , Sporting e (menos) o Braga não conseguiram fazer o pleno de vitórias. Eram precisas apenas duas , mas só os dragões o conseguiram. Afinal , como se constata , ganhar não é assim tão simples.
O FC Porto está a aproximar-se , paulatinamente , daquilo que André Vilas-Boas pretende. Começou por reagir bem à contrariedade de ficar sem Ukra logo na abertura da partida , apesar de cerca de 20 minutos até acertar em definitivo com o cenário inesperado que dali derivou. Mas a segunda parte acabou com quaisquer dúvidas sobre a matéria. Aliás , convém sublinhar que é a dinâmica de vitória que ajuda (se calhar , de forma determinante) a construção das equipas. Nota-se a subida gradual da veia goleadora de Falcao , um rendimento mais efectivo de Belluschi (aquele golo desmoronou o Beira Mar), ou a contribuição importante de um Álvaro Pereira. Isto , num jogo em que Fucille já jogou uns minutos (indicia que não sai?) e em que nomes como Hulk , James e Cristian Rodriguez não constavam da ementa. O facto é que Vilas-Boas já fala de "um primeiro objectivo atingido" , ou seja , a liderança.
O Sporting ganhou e evitou assim que se desencadeasse uma crise de consequências imprevisíveis. Do mal o menos no reino do leão. Porque a exibição , globalmente , voltou a ficar muito aquém do que seria desejável. O 4x3x3 de arranque também revelou algumas deficiências e , não fosse um Marítimo com algum equilíbrio mas pouca vocação letal, a coisa poderia ter-se complicado. Lamenta-se também aqui a lesão de João Pereira , num daqueles lances infelizes que acontecem no futebol. O Sporting justificou o triunfo - a haver um vencedor só podia ser a equipa leonina - e aguarda-se que dê algum alento para a tarefa titânica de quinta-feira. O treinador e os jogadores mantêm-se crentes , mas sabem que o jogo com o Brondby não é uma final , é mesmo uma finalíssima.