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Ricardo Araújo Pereira
Ricardo Araújo Pereira nasceu em Lisboa, em 1974. Em 2003, juntamente com Miguel Góis, Tiago Dores e José Diogo Quintela, formou o grupo humorístico Gato Fedorento. Escreve crónicas na revista Visão e no jornal A Bola. É o sócio nº 17.411 do Sport Lisboa e Benfica.
Pedro Mexia
Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. Licenciado em Direito pela Universidade Católica. Entre 1998 e 2007 fez crítica literária no Diário de Notícias. É desde 2007 crítico no jornal Público, onde também assina uma crónica semanal. Exerce actualmente as funções de Director interino da Cinemateca Portuguesa. Publicou seis livros de poemas (o mais recente é «Senhor Fantasma», 2007) e quatro de prosa (o último foi «Estado Civil - Diário de uma Crise», 2009).
João Miguel Tavares
João Miguel Tavares nasceu em Portalegre em 1973. Após uma passagem fracassada pela Engenharia Química, licenciou-se em Ciências de Comunicação. Iniciou a sua carreira profissional no Diário de Notícias, onde se manteve até 2007, altura em que saiu para fundar a revista Time Out Lisboa. É colunista do Correio da Manhã. Vive com a mulher e os três filhos em Lisboa.
Colocado por governosombra em 09-02-2010 às 18h28

Se é para governar à sombra temos muitos candidatos à substituição daqueles que estão a precisar de luz (mas aos quadradinhos...). Contem comigo para fazer sombra. Miguel Nóbrega, 35 anos, desempregado, Lourinhã



Colocado por governosombra em 09-02-2010 às 00h27

Venho aqui exigir a demissão imediata de RAP do Governo Sombra!

Não é aceitável que um ministro contribua para a redução da sanidade mental de honestos e caridosos cidadãos portugueses (lembro-me especificamente de um conselheiro matrimonial que nos tempos livres é presidente de um clube).

Então não é que esta pessoa de que me acabo de lembrar, fazendo referências jocosas a RAP e às suas aparições publicitárias, estava no fundo a achincalhar o principal patrocinador (PT) do seu clube?
 
Pura e dura insanidade mental. Se RAP provoca isto num homem o que não fará ele a um país inteiro?
João Deus, 25 anos, gestor, Barreiro



Colocado por governosombra em 08-02-2010 às 12h52

Basta!!! Estamos a ser induzidos em erro por todos os comentadores/analistas económicos e políticos deste país.

Porque se insurgem com a proposta de aumento de impostos? Já se esqueceram do tempo em que eram tesos e tinham, à revelia do pai, de pedir à mamã mais vinte escudos para reforçar a mesada?

Imaginam os sacrifícios que a senhora teria de fazer para convencer o marido a condescender? Ah pois, já não se lembravam.

Felizmente o nosso Governador não se esqueceu desses tempos e sabe bem onde pedir um reforço de verbas para o tabaco: às submissas mamãs portuguesas que tudo farão para satisfazer os vícios do seu menino Estado.

Eu, na minha condição de mãe portuguesa, apesar de ser homem e pai em particular, tudo irei fazer para que o meu filhote querido não tenha de se armar em teso e ser um corte perante os amigos.

Força filho, manda lá mais uns milhões para as ilhas, a mamã paga (nem que seja com o corpinho). José Simão Cordeiro, 47 anos, profissional de seguros, Coruche



Colocado por governosombra em 08-02-2010 às 11h09

Sem vocês o que seria de mim, para saber a verdade das coisas neste pequenino portugalzinho?

A verdade é que vocês não só me esclarecem como - e mais importante que isso (desculpem) - fazem-me rir. E rir, como sabem, faz mover uma catrefada de músculos.

Deve ser por isso que ainda tenho a pele da cara esticada. Sem botox, nem plástica, note-se.

Agora a sério, gosto muito de vocês.  Embora às vezes confunda as vossas vozes. Bah, mas isso não é importante. Teresa Beatriz, 52 anos, funcionária pública, Barreiro



Colocado por governosombra em 08-02-2010 às 00h05

Tirem o cavalinho da chuva que o Governo não vai cair. A maioria do Povo votou nele e o mandato vai-se cumprir. Para vosso desespero vão ter que nos gramar. Mas no vosso intimo até sabem que somos os mais competentes. António Ramalho, 52 anos, gestor de cliente, Moura



Colocado por governosombra em 06-02-2010 às 11h40

A pergunta da semana: então o governo (o autêntico) cai ou não cai? Na comunicação social o clima esteve encrespado. Os desenvolvimentos noticiosos do caso Face Oculta deixaram muito boa gente varada. Até a direcção da bancada parlamentar do PS se desentendeu em público. Para concluir em beleza só faltou que o autor do «Cemitério de Pianos» respondesse ao primeiro-ministro: «Morreste-me». RAP, Mexia e Tavares por conta própria.



Colocado por governosombra em 05-02-2010 às 09h48

Gostaria de fazer parte deste Governo Sombra por várias razões mas, para abreviar, passo a enumerar as mais importantes:

1. Porque o PM e Ministros deste Governo me merecem a maior credibilidade, por «provas dadas» de humor inteligente e de genialidade;

2. Porque nenhum nasceu muito antes de 74, tendo, assim, aprendido o que era viver em Democracia, formar a sua consciência política e agir como verdadeiro Democrata, não renegando os seus princípios nem, tão pouco, olvidando-os quando mais seria preciso aplicá-los;

3. Porque todos sabem reconhecer, com primazia, a Liberdade de Expressão;

4. Porque nenhum é «Engenheiro» Técnico, frequentou a Universidade Independente/Moderna, fez cadeiras ao Domingo ou, por e-mail (reconhecendo-lhes o mérito de estudos Académicos comuns/normalizados);

5. Porque me fazem rir até às lágrimas, dar gargalhadas, contribuindo para a minha «sanidade mental», alienando-me da realidade do (des)Governo Socratiano, fazendo-me esquecer que estou em «retrocesso Democrático» há mais de quatro anos e que, se me pronunciar, posso ser alvo de um «lápis cor-de-rosa», classificando-me de «imbecil», «mentecapta», «débil mental», em «estado psicótico» ou como «um problema a resolver». Manuela Fiel, 53 anos, tradutora-Intérprete, Lisboa.



Colocado por governosombra em 05-02-2010 às 00h29

De acordo com os dados disponíveis, que datam ainda de 2008, existem em Portugal cerca de 14 mil crianças institucionalizadas […] Cada criança que vive à guarda das respectivas instituições de acolhimento custa ao Estado português, em números redondos, 800 euros/mês. Na verdade é só fazer contas. Nem é contabilidade e engenharia financeira complexa. É pura aritmética, de tal modo simples e objectiva que foi talvez por isso mesmo que acabou por escapar a este governo, como de resto tem escapado a todos os que têm passado pelo poder em Portugal , nos últimos anos.

[…] Sabe-se que mais de metade das crianças institucionalizadas não o estão por razões de violência física ou psicológica, mas porque a condição económica dos seus progenitores para aí os levou.

Com uma política de autenticidade e realmente séria neste particular, o governo pouparia muito dos cerca de 1 400 milhões de euros/ano que disponibiliza para as tais instituições de acolhimento. Na verdade é muito difícil acreditar que o governo alguma vez se tenha preocupado seriamente com esta questão, sobretudo vista desta forma integrada ou seja, protecção/família/criança/utilidade do investimento.

Ou será que existem outros interesses, defendidos até à exaustão por alguns lóbis que fazem das misérias sociais a sua forma de vida e o seu ganha-pão, à semelhança de outros tempos em que se brincava a uma outra «caridadezinha» de tão má memória?

Pois é, as instituições de acolhimento empregam pessoas, dão afinal trabalho a muita gente e quem sabe, saldo positivo ao final do ano, apesar de serem instituições com estatuto alheado do lucro.

E porque há tantas crianças institucionalizadas? Não acontece tudo apenas por vontade dos tribunais. Até chegar ao momento da decisão do Juiz, cada processo passa pela mão de muitos agentes envolvidos, mas cuja seriedade e os interesses nalguns casos, a maioria dos cidadãos desconhece.

Tudo isto num país que caminha para um cenário em que a adopção, a médio prazo, será banalizada. Há os que há muito lutam por isso. E há muito que se sabe quem eles são.

Afinal vivemos numa espécie de país modernaço com gente modernaça, feita de tiques de vanguardismo infantil e globalizador, e em que os pobres perderam o direito á procriação, sendo que ao cometerem esse delito, os seus filhos serão, mais tarde ou mais cedo, propriedade do Estado. Ângelo Barata, 39 anos, funcionário de acção social, Lisboa



Colocado por governosombra em 04-02-2010 às 18h56

Como sou muito alto – meço 1,99m – penso que poderei fazer muita sombra se me interpuser entre o Governo e a oposição. Febo Moniz Barbosa Peixoto, 63 anos, Oeiras



Colocado por governosombra em 04-02-2010 às 00h02

O maior problema deste país é a exportação. Poucas empresas a exportar, logo poucas receitas a entrar.

Mas eu tenho a solução que é transformar a Assembleia da República em sociedade anónima e vender deputados para o exterior.

Vender fica um bocado mal, talvez antes uma cedência de mão-de-obra qualificada em não fazer nada e tudo o que faz servindo para piorar o que já mal está.

Ao mesmo tempo a Assembleia da República SA recebe uma verba pela tranferência de todos os direitos adquidiros do deputado mais a sua mais-valia.

Uma das valias destes deputados é conseguirem ser admnistradores de empresas, públicas ou privadas, sem necessidade de curso, formação ou licenciatura, bastando apenas a «cunha», amigo, familiar, de alguma empresa que trabalhe para o Estado.

Lá na Europa, excepto a Grécia, existem poucos com estas capacidades e valências, daí que o seu preço de mercado seja bastante atractivo, e como a Assembleia da Républica SA é bastante produtiva neste segmento de deputados, irá abastecer o mercado europeu sem problemas de stock.

Caso a ruptura de stock se verifique, recorrerá então à reserva que são Presidentes de Câmara, Vereadores ou Directores de departamentos públicos, secretários de estado, governadores civis, secretárias etc...

Concluindo: este será o unico modo de salvar as finanças deste país, não só com as receitas mas também com a convergência dos outros países em relação a nós.

Com deputados iguais aos nossos nos outros países, Portugal iria ser com certeza um país europeu. Tenho dito. Eduardo Cunha, 37 anos, operário químico, Vila Nova de Famalicão



Colocado por governosombra em 03-02-2010 às 23h38

De olhos nos malandros!

in Terra de Ninguém, por Pedro Freitas 

Até hoje conhecia o deputado Strecht Ribeiro por umas tantas intervenções que costumava fazer no final dos debates quinzenais nas quais se especializava em enviar umas tantas piadolas para as bancadas à esquerda e à direita, gastando assim o tempo de um PS que também não tinha muito para dizer. Estamos assim perante um deputado da nação que é acima de tudo um piadético, e que nos acabou de brindar com aquilo que não é mais do que um alto momento de comicidade. O nosso respeitável eleito reconheceu em cada um dos 10 milhões de portugueses pinta de inspectores de finanças e acha que a coscuvilhice deve passar a ser um atributo de glorificação nacional. Ou seja querem passar para nós o trabalho que compete a um Estado de quem se espera competência na hora de cobrar impostos. Vejamos o esquema de pensamento por detrás desta delirante proposta. Em primeiro lugar pressupõe-se que passamos nós a vida a espremer os gastos e património daqueles que nos rodeiam e que a nossa actividade favorita passa por ver a marca do carro do vizinho, o local onde gosta de ir passar férias, o restaurante onde vai com a família, se usa ou não sapatos prada, se fuma dos melhores charutos, se tem ou não cartão de platina! Depois de fazer esta análise o ilustríssimo deputado sugere-nos que nós, de olho no potencial malandro, liguemos a internet e vejamos a declaração de impostos do dito cujo, investigando se tanto luxo, ou a falta dele, são merecidos ou não. Citando Ricardo Araújo Pereira no Governo Sombra da TSF do último Sábado, depois do iPod e agora do iPad em Portugal o que venderia mesmo era o iPid(e). [...]



Colocado por governosombra em 03-02-2010 às 20h27

Para já, não tenho nada a comentar!

Dizem-me: FAÇA PARTE DO GOVERNO SOMBRA! CLIQUE AQUI e eu cliquei a ver o que acontecia.

Confesso que é o meu primeiro convite para um Governo. Por isso, apesar de preferir um convite para o Governo ao sol, não podia deixar de aproveitar esta oportunidade. Quiçá única! João Bicho, 51 anos, advogado, Pombal

 



Colocado por governosombra em 03-02-2010 às 00h26

Alguns dos pilotos da TAP estão ao nível da Sra. D. Manuela Moura Guedes quando andou a dizer mal do patrão.

Então não é que ficam muito ofendidos por terem sido convocados para um curso de ética?

Primeiro deviam ter estado calados e deixarem de serem umas «madonas chorosas e ofendidas» e depois deviam estar muito contentes por alguém ter percebido as suas necessidades de formação.

E já agora, na notícia que li, no jornal i fala-se em «diálogo privado» no facebook.

Deixem-me esclarecer que não há diálogos privados na net.

Acordem para a realidade. Dina Domingues, 43 anos, Casais da Serra



Colocado por governosombra em 02-02-2010 às 20h31

AiPide... ah ah... O AiPide com certeza… ah ah...

Da gripe A é igual a dizer Sofiá – que é o meu nome. Não... quer dizer... ah!... vamos mas é encher os cofres e garantir as fundações a ver se isto não desaba ou se desloca para cima de uma estrada. Ou então ‘bora lá meter três golos e é jogo ganho.

Em relação ao MFA, não há dinheiro para comprar tanta flor agora. Além disso isto não deve ir muito bem de produção agrícóla, floricóla, todos os nicólas, incluindo o fruti... e como ia ser tão rápido golpe não havia tempo para mandar vir, vá, flores... talvez..., mas talvez para remediadinho para a veia que não se sabe bem ainda que dose se deve tomar.

A Malta anda para aqui a levar com improviso de uma alma qualquer. Mais... o governo é cruel.

Beijo para todos vocês que dão voz a uma causa tão bonita que é o estado do estado e dos equipamentos que lhe são anexados de 10 em 10 anos com mais 5 de tolerância.

Nomeio-me membro omnipresente do Governo Sombra. Sofia Marta Aarela de Sousa, 25 anos, estudante, Algés



Colocado por governosombra em 02-02-2010 às 19h24

Um exelente programa, que me mantem actualizado das ultimas grandes noticias de Portugal. Parabens a todos. Hélio Reis, 33 anos, consultor, Madrid



Colocado por governosombra em 02-02-2010 às 07h21

Venho a este estabelecimento comentar em sede própria algo que Ricardo Pereira revelou no Governo Sombra.

Então não é que o rapaz é Ateu? Devo dizer que admiro muito Ricardo Pereira (sim, eu sei, todos temos defeitos), considero-o um dos mais inteligentes e interessantes fenómenos decorativos da nossa televisão (também praticamente eles não existem!).

Mas foi com alguma surpresa e espanto que ouvi no outro dia o Ricardo dizer que acreditava profundamente que Deus não existia!

Compreendo que o Ricardo necessite de lançar estas afirmações tão despromovidas de senso, até para não se destacar demasiado dos restantes tugas; um pouco de ignorância cai sempre bem!

Mas devo dizer que a serem autênticas, deixam-me intrigado: como é que alguém tão inteligente se revela tão obtuso? Dizer-se que não se acredita em Deus, faz tanto sentido como dizer-se que se acredita! O Sentido é nulo!

Na verdade, tanto crentes em Deus como Ateus partilham o mesmo leito, ambos sempre tiveram uma atracção mútua desmedida (é só pesquisar na net, para constatar as carícias e mimos que ambos trocam de forma vigorosa).

São como aqueles casais em que os dois são completamente diferentes, mas no fundo unidos pela mesma razão: o sexo (hum, desculpem)… a crença!

Ora acreditar ou não acreditar, é praticamente a mesma coisa: a diferença é apenas o não precedente!

Partilham pois ambos a mesma casa, mas um deixa o tampo da sanita aberto enquanto o outro o deseja fechado!

Quando Ricardo Pereira diz que não acredita, está a compartilhar os mesmos lençóis, o mesmo leito, a mesma cama que o designado Santo Padre - Bento XVI. Ambos assentam na crença, não no conhecimento!

Como já compreenderam eu sou Agnóstico. Porquê? Porque é a atitude mais inteligente, (e eu necessito de aparentar algum discernimento e sensatez).

Em vez de Crentes e Ateus trocarem beijos calorosos e discutirem o que desconhecem, devem antes amar-se de forma verdadeira, deixarem de ser cegos a querer conduzir e orientar outros cegos.

Deixem lá o senhor, sejam é amigos uns dos outros, que se ele existir vos compensará no futuro, com 7 virgens e com sorte, se forem muito bonzinhos, até podem conseguir vender o camelo do vosso patrão e adquirir mais virgens!

Devo ainda dizer que outro desapontamento que tive com Ricardo Pereira, foi o facto de este ter surgido como capa da Playboy; demonstrou uma falta de vergonha imensa.

Eu não sou gay, mas fiquei bastante desiludido ao perceber que este não baixou as calças para a referida revista – pura publicidade enganosa, meus senhores!

Fico pois à espera que se retrate, e faça uma aparição na Gina.

Cheguei a pensar em denunciá-lo à ASAE, pois trata-se claramente de um caso de querer vender gato (fedorento) por lebre (coelhinha)!

Um abraço para todos! Paulo, 30 anos

PS: Espero que o Ricardo não leve a mal! Não sei como aguentaria viver sabendo que um dos meus ídolos, se enchouriçou com os meus comentários! (risos) O meu coração fraco não aguentaria tal desfeita!

 



Colocado por governosombra em 01-02-2010 às 21h28

 

Nem tudo é televisão

in Crónica de TV, Diário de Notícias, por Joel Neto 

Todas as sextas-feiras, com o rádio no máximo, liberto o mesmo suspiro: "Quem dera à televisão portuguesa ter um debate humorístico com metade da qualidade, da graça e da liberdade de espírito deste…" Refiro-me, naturalmente, a Governo Sombra, da TSF, programa de Carlos Vaz Marques que junta Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares para, a pretexto dos temas da semana, fazer humor e alargar os horizontes daqueles a que se começa a chamar "os novos géneros" do jornalismo.

E, no entanto, funcionaria em televisão? Provavelmente não. Por um lado, Carlos Vaz Marques, que é brilhante na rádio (e mesmo em jornal), não se saiu especialmente bem na sua experiência na SIC Mulher, resistindo a fazer entrevistas aos gritos (como parece que os espectadores de televisão preferem) e deixando que a câmara o apanhasse demasiadas vezes a olhar para as notas que tinha à frente (como parece que os espectadores de televisão não toleram). Por outro, os três comentadores não estão necessariamente todos talhados para o pequeno ecrã: Araújo Pereira tem muita experiência em TV (e não consta que não goste de trabalhar no meio), mas Tavares não - e Mexia, tendo alguma, claramente não gostou da sua passagem por Eixo do Mal (SIC Notícias).

Mas, sobretudo, é difícil acreditar que aquela frescura pudesse ser reeditada em televisão, apesar da imagem, apesar dos papelinhos que cada um teria à frente, apesar da amplificação que a TV faria das suas palavras e apesar das muitas tentativas de condicionamento de que elas imediatamente seriam alvo. Queira-se ou não, a rádio continua, hoje, um espaço de especial liberdade. Apesar da pouca audiência. Ou precisamente por causa dela.



Colocado por governosombra em 01-02-2010 às 19h19

Dito de outra forma: «Eles MANDAM porque PODEM mas não QUEREM fazer nada.»

«Porreiro, pá!», diz ele. Vera Mota, 32 anos, professora, Braga



Colocado por governosombra em 01-02-2010 às 11h36

Embora já tenha passado algum tempo desde que ouvi o Sr. Ricardo Araújo Pereira dizer que o Sr Cardeal Patriarca não se tinha lembrado dele - na qualidade de não crente - na mensagem de Ano Novo (creio eu que era a mensagem de Ano Novo porque, para ser sincero, não ouvi), não queria deixar de lhe dizer que não apenas este cardeal como todos os cardeais do mundo (e também todos os católicos) rezam por ele todos os anos aquando das cerimónias da Semana Santa.

É provável que nunca tenha ido às cerimónias da Semana Santa, mas posso assegurar-lhe que é verdade. José, 50 anos, Lisboa



Colocado por governosombra em 01-02-2010 às 10h53

iPide

in Mar Cáustico, por Sérgio Bastos 

Já tinhamos o iPod, agora chegou o iPad. Caminhamos para o iPide? Caso sim, não será grande sucesso em Portugal. O trocadilho é de Ricardo Araújo Pereira e foi feito no Governo Sombra.

Associo-o ao receio que surge de quando em quando apropósito do investimento, ou não, em novas tecnologias de vigilância. Motiva fóruns TSF, muita discussão sobre privacidade, etc. Lá fora não se discute, faz-se. E faz-se com o objectivo de apanhar em falso criminosos, brincalhões, etc.

Mas lá diz o outro, há coisas mais importantes para se discutir.



Colocado por governosombra em 01-02-2010 às 10h15

sinais difíceis da política de hoje

in Café Clube, por Vítor Machado

Hugo Chávez dirigiu-se a Barack Obama como "chico". Pedro Mexia, no "Governo Sombra" (da TSF), chamou a atenção para a tradução literal para o inglês. "Boy" tem no sul dos Estados Unidos óbvias conotações seculares. Nada simpáticas.

Nada simpático é ouvir o parco Luis Marques Mendes acusar o PSD, o seu partido, de falta de "juizinho". Isto agora que um seu delfim, Passos Coelho, se faz ao caminho para tomar o comando. Esta solidariedade laranja já teve dias mais auspiciosos.

Cavaco Silva foi acusado por Belmiro de Azevedo de ditador. Não se percebeu bem que pequena birra move agora o homem dos supermercados, por muito que se desgoste do político algarvio.

O mesmo "senhor Silva" convocou o Conselho de Estado para ouvir sobre as incidências na governação da actual situação de "maioria relativa". Os factos de as eleições terem ocorrido há menos de 6 meses, de o Governo estar legitimamente empossado e até estar iminente a aprovação do Orçamento de Estado em nada parece terem contribuido para esfriar a pulsão oposicionista do senhor de Belém. Ele há atavismos complicados de despir.



Colocado por governosombra em 30-01-2010 às 11h46

Depois do iPod e do iPad, o que se segue?
O que é que significa o A da Gripe A?
Se Cavaco é um ditador porque é que o MFA não reaparece?
Como é que o défice subiu de 5,9% para 9,3 desde Outubro?
Porque é que a emoção é inimiga da sintaxe?
E porque é que Hugo Chávez trata Obama por «Chico»?
Tantas perguntas e tão poucas respostas, numa semana a que não faltaram pedidos de «juizinho».



Colocado por governosombra em 29-01-2010 às 00h15

Obrigado por produzirem esta sombra tão luminosa do v/ governo. Outros governos gostariam de ter com certeza uma sombra assim tão resplandecente. Proponho que nas próximas eleições legislativas apenas votem os ouvintes da TSF. Governo Sombra ao poder efectivo! Paulo Coelho, 45 anos, profissional de seguros, Viseu



Colocado por governosombra em 28-01-2010 às 00h14

Candidato-me a Ministro da Coisa e Afins pois não estou nada feliz com o andar da coisa e também tenho jeito para dar um jeito nos Afins. Respeitosamente,  Almeida A., 65 anos, aposentado, São Domingos de Rana.



Colocado por governosombra em 27-01-2010 às 00h13

Estou farto de ver a monarquia da República, pois os que estão lá hoje são filhos ou sobrinhos ou afilhados dos que já lá estiveram. E há alguns ainda lá estão, com as respectivas famílias e haréns. Antonio Costa, 36 anos, vigilante, Anadia



Colocado por governosombra em 26-01-2010 às 00h10

Podia o doutor Rui Santos parar com os seus monólogos infinitamente chatérrimos e com esta vontade frenética de mediatismo que o anima? Não, não podia, mas seria seguramente a mesma coisa.

Venho por isso propor a criação de um movimento anti-Santos para parar com esta petição. A chamada "verdade desportiva" tem que ser como o sol quando nasce: é para todos. Não pode ser um exclusivo do futebol, e dentro deste provavelmente só para algumas equipas.

Alguém sabe como é que os meios áudio-visuais vão ser aplicados? E quanto à segunda divisão e à chamada «liga dos últimos»? E quanto às demais modalidades desportivas? Aprovar a transparência só para alguns é condenar à «mentira desportiva» todos os demais clubes e restantes modalidades.

Não sou jurista mas creio que isto não pode ser aprovado sem ser com a violação de princípios fundamentais como o da igualdade face à lei. O futebol e as equipas do topo (e sou insuspeito porque sou benfiquista) não podem criar este tipo de reservas, de normas e de metodologias para uso privado, sob pena de se transformarem cada vez mais no condomínio de luxo que já são.

Debaixo de uma capa justiceira (sempre a melhor) a petição procura o aval político para a feitura de uma lei, que irá tratar de forma diferenciada os clubes e as modalidades. José Esteves Pereira, 59 anos, escritor e poeta, Alcochete

 



Colocado por governosombra em 25-01-2010 às 17h09

Quando o mal é da nação nem a poder de sabão. António Pereira, 61 anos, aposentado, Rio Tinto



Colocado por governosombra em 25-01-2010 às 00h07

Depois de uns tempos sem ouvir o Governo Sombra tropecei no programa ao ligar o rádio num sábado de manhã ficando por uns segundos surpreendida. Sábado? Então não era à sexta? Ah, já sei, é a repetição que ao sábado até repete duas vezes! Com tanta repetição como é possível não ouvir o programa?

Apareceu-me a voz do Ricardo Araújo Pereira dizendo qualquer coisa como «aliás, eu já disse isso em sede própria como é meu hábito, aliás». Lá está! Mais uma vez a ideia da repetição. Dei por mim a pensar: onde será a sede própria do Ricardo Araújo Pereira? Ah, lembrei, é a Visão! Por isso é que muitas vezes fiquei com aquela sensação do «onde é que eu já ouvi isso?».

Pouco depois ouviu-se a voz do João Miguel Tavares que se confessava zonzo com os acontecimentos no mundo da bola. Mais uma vez esse mundo tão fascinante que consegue despertar repetidas discussões! Tantas que se conseguirmos ficar algum tempo sem ouvir falar do assunto quando o voltamos a ouvir ficamos com a sensação do «olha afinal não perdi nada, eles ainda estão a dizer o mesmo!» É mais uma repetição, mas abençoada Internet que permite arquivos de emissões, que por sua vez permitem ouvir o programa repetidas vezes.

Embora não os tenha ouvido repetidas vezes foi repetidamente que ouvi falar do mundo da bola, que mais do que nunca parece estar em moda, vai lá saber-se porquê! Pensei contar os programas em que tal aconteceu, mas desisti entretanto; pareceu-me uma tarefa muito repetitiva.

Resolvi prestar mais atenção ao que ouvia e de novo veio a já repetida sensação do «onde é que eu já ouvi isto?» Então e não é que descobri que o João Miguel Tavares também tem sede própria?

Fiquei a pensar se o Pedro Mexia também teria a sua própria sede, ou se dos três era o único sem abrigo. Preparei-me para uma googlada, mas recordei-me da sua blogofilia e fiquei quieta. Achei que correr o risco, mesmo que remoto, de ouvir, ou ler, repetidas vezes a mesma coisa era capaz de se tornar muito repetitivo.

Eu própria comecei a sentir-me repetitiva depois de desatar a contar, e de desistir a meio por falta de paciência, o número de vezes que escrevi a palavra «repetição» e «repetitiva». Credo! Isto se calhar pega-se!

O melhor é esquecermos a repetição. Chamemos-lhe antes redundância! Leonor Correia, Aveiro

P.S. - Segundo um dicionário online «repetição» é o «Acto ou efeito de repetir» e ainda bem que o consultei porque agora é que me senti mesmo esclarecida!

 



Colocado por governosombra em 23-01-2010 às 11h20
Sá Pinto voltou a agredir um elemento da selecção nacional. Fernando Lima reabriu o dossiê das escutas com a sua «verdade» e ficámos todos mais ou menos na mesma. José Alberto de Carvalho chamou «avatar» ao presidente da ERC. Santana Lopes foi condecorado por Cavaco Silva. As escutas judiciais a Pinto da Costa foram parar ao You Tube. É o que diz o inevitável major, nessas mesmas conversas: «Isto, é preciso algum folclore nesta m-e-r-d-a».


Colocado por governosombra em 23-01-2010 às 00h05

Notícia de ultima hora. Segundo fontes anónimas a Comissão de Arbitragem da Liga ter-se-á oferecido para nomear dois árbitros internacionais para arbitrarem as próximas reuniões entre o Governo e o CDS e entre o Governo e o PSD com vista às negociações para possíveis acordos de aprovação do Orçamento de Estado.

A Comissão de Arbitragem da Liga alerta desde já, e passo a citar, que «o árbitro não tolerará jogadas feias, golpes baixos, rasteiras ou outros actos do género. Qualquer infracção será punida com expulsão».

Lá vamos nós que ter de arranjar novo Governo e nova oposição (parte dela)! Paulo Coelho, 45 anos, profissional de seguros, Viseu