Esta decisão foi já comunicada ao presidente da câmara de Faro, mas ainda não tinha sido anunciada aos moradores nem estava prevista no plano prévio para o local.
O Ministério do Ambiente quer derrubar 400 habitações na praia de Faro, na sequência de pareceres de técnicos do POLIS da Ria Formosa, uma decisão que já foi comunicada ao presidente da autarquia local.
A decisão de deitar abaixo todas as casas que ficam do lado do mar nunca foi falada aos moradores nem sequer consta do plano prévio para o local, uma vez que se previa apenas que as casas a derrubar seriam as localizadas nas pontas da ilha.
Em declarações à TSF, o presidente da autarquia farense confirmou que o Ministério do Ambiente pediu a esta câmara que fornecesse a «informação da história administrativa deste terrenos e edifícios» que situam em terrenos afectos à câmara desde 1956.
«Há situações em que a câmara vendeu terreno, licenciou construções e emitiu licença de construções. Depois há casos em que as pessoas são apenas detentoras de uma taxa anual para a ocupação de um espaço de areia com uma barraca desmontável», explicou.
Macário Correia adiantou ainda que «nas situações de risco que estão sobre a duna e que têm situações precárias estaremos atentos aquilo que o Ministério propõe e depois dialogaremos com o Ministério e com as pessoas envolvidas no que for pertinente e proposto».
O autarca confirmou ainda que a câmara terá a última palavra sobre os terrenos que estão sob concessão municipal.
«O que aguardaremos, com a devida fundamentação, para ver o que propõem e o que poderá acontecer. Acima detudo, quero defender os interesses das pessoas que têm ali a sua primeira vida e a sua primeira habitação», sublinhou.