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Trabalhadores fazem greve em Abril se a empresa não aumentar proposta salarial

Os trabalhadores da Galp Energia irão «recorrer à greve» em Abril se a administração não atribuir o prémio de resultados e se mantiver a proposta de aumento salarial, disse à Lusa o coordenador da comissão Sindical Negociadora da Galp.

Os representantes dos trabalhadores, que vão hoje tentar sensibilizar a administração para estas questões, consideram que «é preferível chegar a acordo, do que entrar em conflito», disse à Lusa o coordenador da Comissão Sindical Negociadora da Galp, (CSNG), Armando Farias, sublinhando que se não houver um recuo por parte da empresa, os trabalhadores irão «recorrer à greve».

«Ainda durante o mês de Abril, isso é certo», adiantou.

Em causa está a proposta da Galp Energia relativamente a um aumento salarial de 1,2 por cento, um valor considerado por Armando Farias como sendo «irrealista», atendendo a que «os preços estão a subir».

«E, ainda para mais, quando a empresa registou um lucro de 213 milhões no ano passado», frisou, adiantando que a proposta dos trabalhadores incide nos 2,8 por cento.

Relativamente ao prémio de resultados, outra das reivindicações dos representantes dos trabalhadores, Armando Farias recorda que nos últimos anos esta medida tem sido aplicada.

«Mas este ano a empresa não quer distribuir nada», declarou, classificando esta decisão como sendo «inaceitável».

A concentração de hoje deverá reunir os representantes dos trabalhadores da Galp Energia oriundos de vários pontos do país, como Sines e Porto, junto à sede da empresa, em Lisboa.

O número de representantes não está ainda contabilizado, o mesmo sucedendo com a data exacta para a eventual greve dos trabalhadores.

«Os sindicatos e os trabalhadores não querem precipitar uma decisão mais radical. Em primeiro lugar queremos sensibilizar a administração, só depois partiremos para a etapa seguinte», explicou à Lusa o coordenador da CSNG .

Além dos aumentos salariais e do prémio de resultados, os trabalhadores da Galp Energia pretendem ainda que o valor do subsídio de alimentação seja de 11 euros, assim como a atribuição de uma verba para infantários, creches e amas, no valor de 150 euros.

Questionado sobre o valor médio salarial dos trabalhadores da empresa, o coordenador referiu não saber, alegando que a administração «não fornece esses dados».



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