O presidente da Associação Portuguesa de Proprietários diz que as rendas, muitas vezes abaixo de cinco euros, impedem que se façam obras nos imovéis o que deixa os centros urbanos muito degradados.
O presidente da Associação Portuguesa de Proprietários, Menezes Leitão, considera que o congelamento de rendas é a principal razão para a degradação das casas em Portugal, tal como diz o Plano Estratégico de Habitação.
«Com rendas que estão fixadas muitas vezes abaixo de cinco euros é manifesto que os proprietários não têm condições para fazer uma reabilitação do imóvel que implicaria um custo de dezenas de anos de rendas», explica Menezes Leitão.
Para este responsável, o nove regime de arrendamento tem sido uma «grande desilusão», uma vez que o Governo prometeu a actualização de 20 mil das 400 mil rendas antigas existentes no espaço de quatro anos.
«O que se tem vindo a verificar é que no total dos quatro anos temos um valor que está um pouco acima dos sete mil contratos cujos processos estão nas Comissões Arbitrais Municipais», acrescentou.
Perante o «grande falhanço» desta nova lei, Menezes Leitão não fica surpreendido com a «degradação dos imóveis» que deixa num «estado confrangedor os nossos centros urbanos».