O IP4 reabre às 16:00 deste domingo com «todas a condições de segurança» na zona onde caiu o viaduto, junto a Amarante, garantiu fonte da concessionária Auto-Estrada do Marão.
O IP4 encontra-se cortado ao trânsito na zona de Amarante devido à queda de um viaduto em construção na quarta-feira à noite, que provocou a morte a uma pessoa e oito feridos ligeiros.
A obra em causa insere-se na construção da nova auto-estrada entre Amarante e Vila Real e consistia no alargamento do actual IP4, entre o Nó de Geraldes e o Nó de Padronelo, numa extensão aproximada de 2,8 quilómetros.
No local decorrem as operações de remoção dos escombros, entre toneladas de ferro e de betão.
O viaduto em construção era uma estrutura com cerca de 86 metros de comprimento, 20 metros de largura e com uma altura média ao solo de aproximadamente 10 metros.
Fonte da concessionária adaintou, esta sexta-feira, à agência Lusa que o IP4 reabre ao trânsito às 16:00 deste domingo, frisando que estarão garantidas «todas as condições de segurança» para os automobilistas.
A concessionária da obra é a Auto-Estrada do Marão e o consórcio construtor é o Infratúnel, constituído pelas empresas Somague e MSF.
Logo após o acidente, a dona da obra iniciou as diligências tendo em vista o apuramento das causas do acidente. Também o Ministério Público e o Instituto de Infraestruturas Rodoviárias (INIR) estão a investigar as causas da queda do viaduto em construção.
Se tiver havido negligência no cumprimento de regras técnicas ou de segurança, os responsáveis podem ser punidos com até cinco anos de prisão.
A nova autoestrada, que vai ligar Amarante a Vila Real, possuirá uma extensão total de 29,8 quilómetros e as primeiras previsões apontavam para a sua conclusão até 2012.
Esta via é reivindicada há anos pela população transmontana para servir de alternativa ao Itinerário Principal 4 (IP4), onde, na última década, 24 pessoas perderam a vida, em média por ano.