No balanço do ano, a DECO diz que o sector das telecomunicações foi o que mais queixas motivou e pede uma fiscalização mais eficaz.
Ao todo e durante o ano passado, a DECO recebeu cerca de 380 mil queixas, um terço contra empresas de telecomunicações.
A DECO pede mais fiscalização, assim como a aplicação efectiva de sanções para quem não cumpre as regras das relações comerciais.
A associação de defesa do consumidor exige também uma intervenção mais eficaz por parte da ANACOM, a entidade reguladora do sector, no que respeita a alguns dos serviços que são prestados pelas empresas de telecomunicações.
No balanço do ano, que a TSF antecipa nesta manhã informativa, a DECO afirma que estes dois sectores e também a banca foram aqueles que motivaram o maior número de queixas.
A DECO recebeu mais de 380 mil contactos em 2009, um aumento de 19% em relação ao ano anterior. É um crescimento homogéneo, e mais uma vez, o sector das telecomunicações volta a liderar a tabela dos mais reclamados.
O acesso e a velocidade da Internet, os toques e jogos de telemóveis motivaram a maior parte das reclamações. A DECO volta a exigir uma maior intervenção da ANACOM. As empresas visadas continuam a ser as de sempre - grupo PT, ZON, TV Cabo, Sonae e Vodafone.
O sector da banca, assim como o das compras e vendas, completam, por esta ordem, o top três das reclamações. Uma diferença em relação ao ano de 2008 tem a ver com as queixas na área da habitação. Apareceram em força, talvez porque os consumidores passaram a estar mais atentos por causa da crise.