«Body without limits» é o título de uma exposição de Judith Barry que é inaugurada, esta segunda-feira, no Museu Berardo, no Centro Cultural de Belém (CCB), Lisboa, e que procura uma interação permanente com o espectador.
Trata-se de uma mostra de diferentes trabalhos da artista norte-americana que foca a relação da autora com a arquitectura, a arte conceptual e a cultura popular através de trabalhos em diferentes plataformas - fotografia, filmes, instalações vídeo e outras formas multimédia.
Pioneira na área da instalação vídeo que apresenta desde meados dos anos 70 do século passado, Judith Barry admite que existem diferenças entre uma exposição clássica de fotografia e uma exposição com recurso a outros meios artísticos proporcionados pelas novas tecnologias.
«A principal diferença em relação a uma exposição de fotografia está na utilização de diferentes formas de media (...) e na forma como o espectador é convidado a transportar-se e a participar no quadro que lhe é proposto», disse.
«Nas minhas exposições utilizo muito a montagem vídeo», acrescentou Judith Barry em declarações à agência Lusa, assumindo que os seus trabalhos pretendem fazer a ligação entre uma exposição clássica de fotografia e as novas formas de apresentação multimédia.
Como refere o comissário Luís Serpa em nota de imprensa distribuída na apresentação da exposição à comunicação social, «percepção, espaço, duração e contexto» são palavras-chave para percebermos a produção artística de Judith Barry.
A perceção é a forma como o espetador apreende a imagem produzida pela obra de arte, perante a diversidade de posições em que o observador se insere no cenário proposto por Judith Barry.
As noções de espaço, duração e contexto são igualmente relevantes na obra da artista norte-americana, onde, além de um lugar concetual, há também um espaço físico que permite «reacções de suspense ou ansiedade».
Estas reacções tornam-se relevantes na compreensão do discurso artístico num determinado tempo e num contexto de novas tecnologias.