Portugal vai juntar-se esta sexta-feira ao grupo de países onde o casamento homossexual já foi legalizado. A Holanda foi a primeira a permitir a união civil entre pessoas do mesmo sexo, em 2000, sucedendo-lhe a Bélgica, a Espanha, a Noruega e a Suécia. Quanto à adopção, são 14 os países europeus que hoje reconhecem esse direito a um casal homossexual.
A Holanda foi o primeiro país europeu a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em 2000, tendo cinco anos depois aprovado alterações à sua legislação para permitir que um casal de homossexuais pudesse adoptar uma criança.
Na Bélgica, celebram-se casamentos gays desde 2003 e em Espanha desde 2005. A Noruega e a Suécia juntaram-se, em 2008, ao grupo de países europeus que, perante a lei, e na hora de atribuir uma herança, por exemplo, não faz qualquer distinção entre casais homossexuais e heterossexuais.
Espanha foi um dos últimos países a fazê-lo. Em quatro anos, foram celebrados cerca de 20 mil casamentos homossexuais.
A portuguesa Maria João Teixeira, que reside em Barcelona, foi um desses casos, à TSF ela explicou que depois da polémica que causou o casamento entre pessoas do mesmo sexo é hoje visto pela sociedade espanhola como um acto normal.
Um outro grupo, composto por 16 países, em que se inclui a Alemanha, o Reino Unido e a França, preferiu regulamentar novas formas de união civil registada, doando os mesmos direitos aos casais homossexuais sem usar, no entanto, o termo casamento.
No que toca à adopção, são 14 os países europeus que actualmente reconhecem esse direito aos casais homossexuais, mas há ainda países como a Suiça, a Áustria e a Croácia, onde o tema gera grande controvérsia.
Existe, na Europa, um grupo ainda mais conservador com países como a Itália, a Grécia e a Irlanda, que não reconhecem quaisquer direitos patrimoniais ou parentais a casais entre pessoas do mesmo sexo.
Em Portugal, a Assembleia da República discute e vota esta sexta-feira os diplomas de Governo, PSD, Bloco de Esquerda e Partido Ecologista Os Verdes, bem como uma petição a apelar à realização de um referendo, sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.