No lançamento de um livro contra o casamento homossexual a dois dias de serem discutidas as propostas dos partidos acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo, os autores Gonçalo de Almada e Pedro Vaz Patto, foram surpreendidos pelo protesto da activista lésbica Helena Martins, que reivindicou também ser «filha de Deus».
Um padre e um juiz lançaram um livro, em Lisboa, que apela a «razões tradicionais, religiosas e científicas» para defender “Porque Não” se deve aceitar o casamento homossexual.
Mais do que um livro, esta obra surge como um manifesto contra o casamento homossexual «por razões tradicionais, religiosas e científicas».
«Uma pessoa que tem esta tendência e opta por viver de acordo com essa tendência, é uma pessoa que exclui o matrimónio e, portanto, exclui também aquilo que é próprio do casamento», explicou Gonçalo de Almada à TSF.
Os autores acabaram por ser surpreendidos pelo protesto da activista Helena Martins, fundadora da associação Lesbians Out Loud, que chegou a tentar organizar uma manifestação.
«Em termos de igualdade e dignidade, onde é que fica a minha dignidade quando eu não posso, por exemplo, assumir certos direitos que tenho com a pessoas com quem eu estou», adiantou.
Helena Martins levou um bouquet de noiva e entregou-o ao padre em forma de protesto contra as ideias defendidas por Pedro Vaz Patto e Gonçalo de Almada.
O lançamento do livro editado pela Alêtheia, em Lisboa, teve lugar a dois dias de serem discutidas e votadas, na Assembleia da República, as propostas de Governo, PSD, BE e Partido Ecologista Os Verdes e também uma petição por um referendo sobre o casamento homossexual.