O ministro da Administração Interna entende que a Protecção Civil deve emitir «avisos sérios, tranquilos e rigorosos» às populações. Numa resposta ao autarca de Peso da Régua, Rui Pereira adiantou ainda que as populações têm de ser informadas «sobre a subida de águas e o período de cheias».
O ministro da Administração Interna defendeu, esta quarta-feira, que a Protecção Civil deve dar «avisos sérios, tranquilos e rigorosos» às populações e considerou que «não há qualquer alarmismo» por parte das autoridades.
Após ter sobrevoado as zonas afectadas pelo mau tempo em Santarém e Loures, Rui Pereira desvalorizou as declarações do autarca de Peso da Régua que considerou que as autoridades cometeram um «erro de previsão» ao falar na subida das águas do rio Douro até à avenida marginal.
«O que seria irresponsável seria a Protecção Civil não informar as pessoas sobre a subida de águas e o período de cheias», respondeu o ministro, que lembrou que as previsões meteorológicas «não são rigorosas» e que estas são feitas por «aproximação».
«É muito grave as autoridades e a Protecção Civil não avisarem a população quando existe algum perigo de subida de águas e cheia, porque as pessoas têm que tomar as devidas precauções», continuou Rui Pereira, numa reacção às palavras de Nuno Gonçalves.
Este ministro aproveitou ainda para dizer que «para já não há perigo iminente de cheias» na região de Santarém e que estão a ser tomadas «todas as cautelas preventivas para que não haja perigo para as populações e bens».