A chuva caiu com intensidade, durante a madrugada, na cidade do Porto. Os Sapadores Bombeiros atenderam mais de 50 pedidos de ajuda e as chamadas foram tantas que os telefones ficaram bloqueados. Em Gondomar, a subida das águas do Rio Tinto provocou várias inundações e 15 famílias ficaram desalojadas. Em Lisboa, a situação esteve menos caótica.
É a consequência mais grave do temporal que se abateu, durante a última noite e madrugada, na região do Grande Porto.
O rio Tinto, que dá o nome à freguesia, no concelho de Gondomar, transbordou e inundou várias habitações, deixando 15 famílias sem casa, que tiveram de ser realojadas.
O presidente da Junta de Freguesia de Rio Tinto, Marco Martins, garante à TSF que estas foram as inundações mais graves das últimas décadas.
Marco Martins afirma ainda que, na origem destas inundações, podem ter estado também as obras de construção da linha do metro para Gondomar.
O segundo comandante dos bombeiros da Areosa/rio Tinto, Virgílio Pereira, diz que a situação encontra-se longe de ser resolvida e a freguesia de Rio Tinto está muito diferente do habitual, com muitas «ruas enlameadas, algumas intransitáveis e garagens alagadas».
O mau tempo provocou também estragos por toda a cidade do Porto. António Oliveira, chefe de Serviço dos Sapadores do Porto, homem que esteve no comando das operações, diz que esta foi uma noite de trabalho intenso para os bombeiros, «com o desentupimento de sarjetas, caleiras e terraços».
As chamadas foram tantas, mais de 50, que acabaram por bloquear os telefones dos bombeiros.
Na Marina do Freixo, onde se viveu a situação mais grave, vários barcos ficaram danificados e pequenas embarcações afundaram.
António Oliveira explica à TSF que «muitos barcos bateram e ficaram uns em cima dos outros» e que a equipa de mergulhadores seguiu para o local.
Barros Vale, presidente do Sport Clube do Porto, que tem a gestão da marina, diz que os rios que desaguam no local foram os responsáveis por este cenário.
O temporal provocou também muitos problemas no trânsito. A ponte da Arrábida ficou completamente alagada. A VCI chegou a estar cortada ao trânsito.
Vários túneis e viadutos ficaram com muita água. Em todo o caso, os problemas foram sendo ultrapassados.
Neste momento, o único condicionamento acontece na Via Panorâmica, quem vem de Gaia e pretende dirigir-se para o centro da cidade, não pode utilizar este acesso. Só pode sair da VCI no nó de Bessa Leite.
Em Gaia, as consequências do mau tempo não foram tão graves, mas o Comandante dos Sapadores da Cidade, Salvador Almeida, diz que mesmo assim os bombeiros não tiveram mãos a medir com muito trabalho durante a madrugada.
Em Lisboa também choveu muito, mas a situação foi menos caótica. Os bombeiros assinalam apenas duas pequenas inundações, entretanto já resolvidas, em Alvalade.