O Governo português espera que o resultado da cimeira de Copenhaga seja um acordo político, mas não um Tratado. Em declarações à TSF, o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa considerou que o sucesso de Copenhaga decorrerá de um acordo "substantivo" que permita chegar em 2010 ao tratado jurídico.
O Governo português espera que saia de Copenhaga um acordo político mas não um tratado jurídico.
«Aquilo que é o sucesso hoje em dia é um acordo político, vinculativo, substantivo, com números e compromissps que nos permita durante 2010 chegar a esse tratado juridico que é depois assinado e ratificado rapidamente pelas partes», afirmou o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, em declarações à TSF.
Já na opinião de Francisco Ferreira, da Quercus, o encontro na Dinamarca não pode falhar, e dele deve resultar mais do que um simples acordo político.
«Só a presença de cerca de 100 chefes de Estado, a própria mudança de agenda do presidente Obama, são sinais de que a cimeira não pode falhar. A grande diferença é saber se nós vamos ter um mero acordo político, ou se vamos realmente construir já o texto do futuro acordo vinculativo», explicou Francisco Ferreira.
O ambientalista sublinha ainda que as medidas devem ser concretas, e as metas definidas e cumpridas.
A cimeira sobre o clima, patrocinada pela Nações Unidas, inicia-se, esta segunda-feira, na capital dinamarquesa e termina no próximo dia 18, com a presença de representantes de 192 países, que vão tentar desbloquear um acordo que substitua o Protocolo de Quioto, que termina em 2012.