O Fundo Português de Carbono tem mais de 100 milhões de euros comprometidos para aquisição de direitos de emissão de dióxido de carbono, para cumprir as metas do Protocolo de Quioto.
É preciso um Jackpot do Euromilhões para Portugal poder acertar as metas com se comprometeu no protocolo de Quioto. Para isso, Portugal vai ter que pagar 100 milhões de euros em créditos de emissão por estar a lançar mais gases para a atmosfera.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, revelou à TSF que o Fundo Português de Carbono já fez os cálculos até 2012.
«O Fundo Português de Carbono estima este défice provável e há uma mais de metade desse défice que já está comprometido em acordo subscritos por este fundo», sublinhou o secretário de Estado.
Por isso, o Fundo Português de Carbono foi à Letónia comprar directamente direitos de CO2, ou seja, um país que não poluiu pode vender ao outro quotas de emissões.
Um negócio que em Portugal é gerido pelo Fundo Português de Carbono. Um fundo, que segundo reconhece Humberto Rosa, arrancou mal.
«O Fundo de Carbono não está ainda plenamente abastecido para as suas necessidades, mas está mais perto de atingir os seus objectivos. Com o financiamento em 2010, 2011 e 2012, está ao nosso alcançe colmatar o défice espectável», afirmou.
Por via indirecta, o Fundo tem aplicado investimentos sobretudo na Ásia, em especial na China. Os países de língua oficial portuguesa tem sido esquecidos, mas o Governo promete que a situação vai mudar.