O presidente da Comissão Europeia diz que ainda «há muito a fazer» no que toca ao combate das Alterações Climáticas. Na China, Durão Barroso lembrou que é preciso saber se os compromissos que vários países estão a tomar vão ser suficientes.
O presidente da Comissão Europeia reconheceu, este domingo, que «ainda há muito a fazer» no que toca ao combate das Alterações Climáticas, declaração que surgiu a pouco mais de uma semana do início da conferência de Copenhaga, a 7 de Dezembro.
Em Nanjing, no leste da China, Durão Barroso lembrou que «todos os países estão a comprometer-se» com metas na redução das emissões de dióxido de carbono, mas recordou que é preciso ver «se esses compromissos chegam ao mínimo que devíamos alcançar».
«Ainda não estamos onde devíamos», acrescentou o ex-primeiro-ministro português, que diz que a conferência de Copenhaga «deve adoptar um acordo ambicioso que permita assinar um tratado vinculativo o mais depressa possível».
Após um jantar com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, Durão Barroso lembrou que «está em causa o futuro do nosso planeta» e que não é possível «negociar com a física e com as leis da natureza, nem contra a ciência».
Durão adiantou ainda que «os esforços conjuntos da União Europeia e da China são necessários para a assegurar o sucesso da conferência de Copenhaga» e disse ter falado ainda com Wen Jiabao sobre o significado do Tratado de Lisboa, que entra em vigor na segunda-feira.
«A voz da União Europeia será mais clara, mais forte e terá uma influência mais decisiva nas questões internacionais», explicou o presidente da Comissão Europeia, que se deslocou à China para preparação da cimeira entre os dois blocos, que começa na segunda-feira.