O ensaísta e romancista espanhol Francisco Ayala faleceu esta terça-feira em Madrid, aos 103 anos, informou o presidente da Fundação com o nome do escritor, Rafael Juárez.
Ayala, nascido em Granada a 13 de Março de 1906, Prémio Cervantes em 1991 e Prémio Príncipe das Astúrias das Letras em 1998, foi uma das referências intelectuais de Espanha na segunda metade do do século XX.
Escreveu meia centena de livros, com destaque para "La cabeza del cordero" (1949), "Los usurpadores" (1949), "Historia de macacos" (1955), "Muertes de perro" (1958), "El fondo del vaso" (1962), "Diablo mundo" (1964), "El jardín de las delicias" (1971) e "El jardín de las malicias" (1988).
No fim da Guerra Civil espanhola (1936-1939), Ayala exilou-se na Argentina, onde foi professor e fundou a revista "Realidad".
Em 1950 mudou-se para Porto Rico, onde reorganizou os estudos de Ciências Sociais e fundou a revista "La Torre", e posteriormente para os Estados Unidos, aí exercendo a docência no Brooklyn College de Nova Iorque e na Universidade de Chicago, entre outros estabelecimentos de ensino. Regressou a Espanha em 1960.
Ayala faleceu na sua residência em Madrid devido - segundo Rafael Juárez - a "um enfraquecimento" das suas faculdades físicas que se tinha acentuado nas últimas semanas.
O escritor, que a 16 de Março faria 104 anos, "gozava de relativa boa saúde" até que, no passado mês de Agosto, se viu acometido de uma bronquite, da qual demorou a recompor-se.
Os restos mortais de Ayala serão trasladados para o Parque de San Isidro, em Madrid, e aí cremados, quarta-feira.