As associações anti-transgénicas portugueses estão contra a autorização do cultivo do cravo geneticamente modificado. A coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora explicou que com o cultivo do cravo azul se abre um precedente que não terá fim.
As associações anti-transgénicas portuguesas apoiam a petição europeia contra a autorização do cultivo de cravos transgénicos, que já são cultivados no Equador e que são exportados para o mundo.
«Com a autorização do cultivo de cravos geneticamente modificados na Europa, acaba o mito de que os transgénicos existem a apenas para aumentar a produção de produtos agrícolas e a acabar a fome no mundo», explicou a coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora.
Em declarações à agência Lusa, a bióloga Margarida Silva adiantou que «se nada for feito, dentro de poucas semanas, começam a ser cultivados cravos azuis na Holanda». «Depois da Holanda, rapidamente serão cultivados em toda a Europa», frisou.
Margarida Silva adiantou ainda que com o cultivo de cravos azuis na Holanda «é aberto um precedente que nunca mais terá fim» e lembrou que desta forma «o lucro comercial está a sobrepor-se a tudo o resto».
«Uma coisa é o necessário melhoramento das sementes, outra coisa é modificar geneticamente as sementes para que elas resistam a pragas e sejam muito mais rentáveis», concluiu.