Uma petição com quase cinco mil assinaturas foi entregue, esta quarta-feira, no Parlamento requerendo a revogação da Lei do Aborto. Os Movimentos Pró-vida consideram que a lei permite «abusos» do uso da Interrupção Voluntária da Gravidez, como primeiro método contraceptivo.
Foi entregue, esta quarta-feira, na Assembleia da República a petição de 4500 assinaturas reclamando a suspensão da Lei do Aborto.
O documento foi promovido por vários Movimentos Pró-vida que se recusam dar por encerrada a questão da liberalização da Interrupção Voluntária da Gravidez.
O porta-voz de um dos movimentos, Luís Botelho Ribeiro, considera que a lei «não alterou o aborto clandestino» e, pelo contrário, veio criar uma série de «abusos» daí o objectivo último desta petição ser a revogação da lei.
O grupo de Movimentos Pró-vida pedem também, a nível de impostos, que o aborto seja pago apenas por quem o defende.
«Permitirem às pessoas, na declaração do IRS, preencherem um quadradinho, tal como fazem a atribuição a uma IPSS [Instituição Particular de Solidariedade Social], ou vai para o aborto, se a pessoa realmente defende essa actividade, ou então vai para a ajuda às mães e ajuda às famílias. [Deste modo], a consciência das pessoas não seria violentada como está a ser», sublinhou Luís Botelho Ribeiro.