O comandante operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) indicou a existência de alguns problemas de comunicação no arranque do simulacro de sismo, mas garantiu que, em geral, o exercício está a correr bem.
Num ponto de situação rápido que fez ao ministro da Administração Pública, Rui Pereira, junto ao quartel-gerenal, na Base Aérea Nº 1 em Sintra, o comandante Gil Martins disse que desde as 15:50, hora do início do “sismo”, tem-se conseguido toda a operacionalidade dos meios envolvidos.
Entre os dados do “abalo” já conhecidos, em Lisboa, seis edifícios estão em ruínas, 540 casas apresentam danos severos, há 650 desalojados e quase dez por cento das estradas que dão acesso à capital estão afectadas.
Segundo dados provisórios – já que num sismo real as primeiras informações chegam apenas seis a sete horas depois do início da catástrofe – existem 19 mortos e 14 feridos em Samora Correia, 12 mortos e vários feridos em Alenquer e ainda várias escolas em colapso em Benavente.
O comandante Gil Martins frisou que este exercício serve mais para avaliar a resposta dos meios disponíveis, do que para sensibilizar as pessoas para uma situação de catástrofe.
No entanto, o responsável disse ainda que este simulacro visa ainda para levar as pessoas a falar sobre um eventual sismo, já que Lisboa é uma zona com risco sísmico.
O exercício, que será realizado deste esta sexta-feira até domingo nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, tem como objectivo ainda validar os pressupostos operacionais contidos no Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico para a Área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes.