O coordenador da Unidade de Missão dos Cuidados de Saúde Primários, Luís Pisco, considera que é positivo haver 13 por cento da população com acesso às unidades de saúde familiar. Também numa reacção ao relatório do Observatório dos Sistemas de Saúde, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, criticou a gestão nos hospitais públicos.
O coordenador da Unidade de Missão dos Cuidados de Saúde Primários, Luís Pisco, afirmou que, apesar de haver apenas 13 por cento da população com acesso às unidades de saúde familiar, tal como refere o Observatório dos Sistemas de Saúde, este é um resultado «muito bom».
«Neste momento estão 135 abertas e cobram um milhão e meio de portugueses. Não são tantos como gostaríamos, mas eu penso que é um resultado muito bom, face às dificuldades que existem», admitiu o coordenador.
Quanto aos atrasos na criação dos agrupamentos de Centros de Saúde que substituem as regiões, Luís Pisco diz serem «normais» e garante que os atrasos nada têm a ver com a demissão de alguns membros da unidade de missão.
O coordenador Unidade de Missão dos Cuidados de Saúde Primários disse ainda que os concursos para adesão às unidades de saúde familiar vão manter-se até ao final do ano e irão abrir mais unidades. Este mês de Julho «haverá novidades», prometeu o coordenador.
O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, menos positivo que Luís Pisco, afirma que esperava um diagnóstico mais profundo do relatório do Observatório.
Pedro Nunes afirmou ainda que os hospitais públicos tornaram a sua cultura numa cultura de hospitais provados e que os profissionais de saúde agiram de acordo a oferta de melhores condições económicas.
«Quando resolveram que os hospitais públicos passavam a ter uma cultura de hospitais privados, começando a brincar à gestão dos hospitais públicos e retirando aquilo que apegava os profissionais ao hospital público que eram as suas carreiras».
O bastonário disse ainda que desta forma se colocou a «ênfase unicamente na produtividade» e que evidentemente «os próprios profissionais reagiram a essa mudança cultural e tenderam naturalmente a ir para onde lhes davam melhores condições económicas».