A primeira subscritora do requerimento em defesa da Linha do Tua «estranha» que a ministra da Cultura diga que o processo de classificação daquela linha como monumento nacional «não vai interferir» com a construção da barragem de Foz Tua.
Os defensores da Linha do Tua consideram que a abertura da classificação da ferrovia transmontana deve travar a construção da barragem.
Para Manuela Cunha, Gabriela Canavilhas, enquanto ministra da Cultura, «devia estar preocupada com a defesa e a conservação do património» do país.
Esta sexta-feira, a agência Lusa deu conta de um parecer da Direcção Regional de Cultura que defenderá que o processo de classificação não impede a barragem, dizendo que já existem antecedentes, como o Castelo do Lousa, no Alqueva.
Manuela Cunha leu este parecer e considera que a interpretação feita é «abusiva», porque este «é um relatório muito bem feito e não foge à problemática da barragem».
«O que o técnico faz é relembrar que houve já casos em Portugal onde património classificado foi ameaçado», não dizendo «nunca que uma coisa não impede a outra», concluiu a primeira subscritora do requerimento em defesa da Linha do Tua.