A queda do PSD no barómetro da TSF/Diário Económico de Julho deve-se, na opinião de Passos Coelho, aos «fantasmas» agitados pelos socialistas e pelos partidos à esquerda do PS.
Os social-democratas continuam a liderar as intenções de voto no Barómetro TSF/Diário Económico de Julho, feito pela Marketest, mas perderam 10,4 pontos percentuais. Esta é a primeira descida do PSD desde que Pedro Passos Coelho chegou à liderança do partido.
A sondagem foi feita pouco depois de conhecidas as propostas dos social-democratas para a revisão constitucional, que têm causado polémica.
Pedro Passos Coelho afirmou, esta sexta-feira, que o PSD não quer chegar ao Governo com demagogia e medidas populares, porque isso seria repetir o governo socialista.
O líder social-democrata, que já tinha admitido que o PSD poderia ter de pagar um preço político pelas propostas apresentadas, acusou os socialistas de serem responsáveis pela queda do maior partido de oposição nas intenções de voto dos portugueses.
«O PSD continua a ser mais preferido que o PS, mas menos preferido do que há um mês atrás», começou por frisar, acrescentando que os dados do barómetro resultam de «alguma eficácia com que os PS e os partidos mais à sua esquerda agitaram os fantasmas relativos a uma suposta vontade do PSD de desmantelar o serviço público, que não é verdadeiro».
«Sabemos que a reforma do Estado social que precisamos de fazer pode não ser, à primeira vista, muito popular»,reforçou.
Para Passos Coelho, «se o PSD chegar ao Governo apenas olhando para as sondagens e para o que é popular terá uma vitória de Pirro, porque chegará ao Governo ,mas não resolverá nenhum dos problemas essenciais», como «o PS não resolveu». «Não queremos chegar ao Governo e fazer o que o PS fez», reforçou.