Pinto Monteiro vai ordenar a realização de um inquérito «para o integral esclarecimento de todas as questões de índole processual ou deontológica» relativas ao processo Freeport.
Uma nota da PGR enviada à redacção da TSF revela que Pinto Monteiro quer esclarecer todas as questões processuais ou deontológicas que o processo possa suscitar.
O Procurador Geral da República tenciona ainda apurar «eventuais anomalias registadas na concretização de actos processuais».
Neste comunicado, a Procuradoria admite que foi com total surpresa que tomou conhecimento da invocada necessidade de mais inquirições. Isto porque nem Cândida Almeida nem os magistrados titulares do processo Freeport pediram a prorrogação de prazo de inquérito ou invocaram a necessidade de fazer qualquer diligência.
A PGR escreve que, durante cerca de seis anos, os investigadores do processo (Ministério Público e Polícia Judiciária) ouviram quem entenderam, onde entenderam e pela forma que acharam conveniente.
Esta informação surge no mesmo dia em que o jornal Público escreveu que por falta de tempo os procuradores do Ministério Público que dirigiram o inquérito do caso Freeport não ouviram José Sócrates.
O jornal Público transcreve excertos do despacho final do processo no qual surgem 27 perguntas que os procuradores queriam fazer a José Sócrates. Mas porque o prazo para o inquérito terminava a 25 de Julho a inquirição ao primeiro-ministro foi inviabilizada.