O Ministério da Justiça lembra que a Transparência Internacional não usa «elementos solicitados às fontes oficiais», o que valeu à organização «severas críticas» de vários países.
O Ministério da Justiça contestou, esta quinta-feira, o relatório da organização Transparência Internacional que diz que Portugal «pouco ou nada» faz para seguir as recomendações sobre corrupção da OCDE.
Segundo este ministério, a organização «não utiliza elementos solicitados às fontes oficiais», o que valeu à Transparência Internacional «severas críticas» de diversos países, que salientaram a «importância de se respeitarem as instituições internacionalmente credíveis que avaliam os países nesta ou noutras matérias».
Este ministério chamou ainda à atenção de Portugal estar entre os dez países, dos 38 que ratificaram a convenção sobre transacções comerciais internacionais, onde se registaram investigações, processos e condenações por crimes de corrupção neste tipo de transacções.
Apesar disto, o Governo disse estar «consciente» de que é preciso «aumentar a consciencialização da comunidade jurídica e das empresas para a questão da corrupção nas transacções internacionais».
O Ministério da Justiça assinalou ainda o facto desta organização basear os seus «relatórios na percepção da corrupção, colhida junto de alguns cidadãos dos diversos Estados, através de perguntas ou solicitação de resposta a inquéritos, e retirada de notícias publicadas em meios de comunicação social».