O líder do PSD foi convidado para apresentar a visão da oposição num encontro em Santander, que visa discutir as relações ibéricas e que deverá ficar marcado pelas respostas à crise.
O presidente do PSD desloca-se esta quarta-feira a Santander, Espanha, para participar num curso de Verão da Universidade Internacional Menéndez Pelayo, onde também já participaram o ensaísta Eduardo Lourenço, o ex-ministro do Ambiente Nuno Correia e Pina Moura, presidente da Iberdrola Portugal.
No encontro – que será encerrado por Jaime Gama, presidente da Assembleia da República - Passos Coelho vai defender que a crise portuguesa não é passageira, mas um buraco cavado durante anos por indisciplina do Estado e que um país que quer dinamizar a economia e aumentar as exportações precisa de reformas.
O social-democrata entende que para atrair investimento externo é necessário «mexer nas políticas muito importantes» que não são alteradas «há muitos anos». Neste sentido, defende alterações na Justiça e na política fiscal de modo a tornar Portugal mais atractivo para os investidores estrangeiros, bem como uma «menor rigidez laboral».
Na sua intervenção perante uma plateia internacional,Passos Coelho vai também explicar porque é que defende a criação de políticas que levem as empresas portuguesas para mercados fora da Europa.
«A Europa, por mais que cresça nos próximos anos, nunca crescerá o suficiente para permitir a Portugal» ultrapassar a diferença que o foi afastando da «média dos países europeus», disse.
«Se precisamos de crescer mais rapidamente temos de exportar para fora da Europa», frisou.
Neste encontro está em discussão o novo paradigma das relações entre Espanha e Portugal, mas também o proveito que os dois países podem tirar da crise e, para o PSD, esta é uma oportunidade de ouro para fazer mudanças estruturais.