Os comunistas acusam o Governo de fazer alterações no INEM
à luz de uma estratégia economicista e dão como exemplo a substituição de viaturas e de profissionais.
Para Jorge Pires, membro da Comissão Política do PCP, a «prova mais evidente» de que o Governo toma atitudes sob uma visão economicista «é que ainda hoje morrem pessoas por falta de assistência».
O comunista lembrou que são os próprios profissionais da Saúde a criticarem a estratégia do Governo, dando o exemplo dos enfermeiros que trabalham no helicóptero de Santa Comba Dão, que «têm salários em atraso» e que admitem deixar de trabalhar a partir de 1 de Agosto.
Jorge Pires, que falava em conferência de imprensa esta terça-feira na sede nacional do PCP, em Lisboa, criticou também o facto de algumas ambulâncias que tinham um enfermeiro e um técnico passarem a ter só um técnico.
Para o membro da Comissão Política do PCP, esta situação é ainda mais grave tendo em conta o «encerramento de dezenas de serviços de proximidade», o que obriga os doentes a fazerem «dezenas de quilómetros» em ambulâncias.
O PCP crítica assim a «estratégia economicista que tem vindo a ser implementada no Ministério da Saúde, quer relativamente ao socorro quer noutras áreas da Saúde».
A par de Jorge Pires, também a Ordem dos Enfermeiros criticou o INEM por afastar os enfermeiros dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), alertando para os riscos de segurança na prestação de cuidados de Saúde.