O Instituto Nacional de Saúde (INSA) acredita que o caso de infecção por vírus do Nilo identificado em Portugal é isolado, até porque não foi ainda detectado qualquer mosquito infectado na rede de vigilância.
A infecção por vírus do Nilo Ocidental é transmitida através da picada de um mosquito e a esmagadora maioria das pessoas exibe apenas um quadro febril.
Segundo José Calheiros, da direcção do INSA, o caso está diagnosticado laboratorialmente como sendo infecção por vírus do Nilo, tal como a Direcção Geral da Saúde já tinha avançado como hipótese «muito provável».
Em declarações à agência Lusa, José Calheiros afirmou que o programa de monitorização de vetores «ainda não identificou qualquer mosquito com capacidade para produzir a infecção».
«Significa que a probabilidade de infecção é muito baixa. Pode perfeitamente ser um caso isolado e significar que os meios de controlo e vigilância são melhores do que no passado, bem como que os clínicos envolvidos estavam atentos e pedirem os exames adequados», comentou.
Anualmente são pedidas cerca de 2000 análises ao Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infecciosas do INSA, que se situa em Águas de Moura (Palmela), zona onde no passado a existência da malária era um problema sério.
«O ponto fundamental é vigilância e atenção de todos os profissionais de saúde», frisou o responsável do INSA, lembrando ainda que há medidas preventivas a ter em conta, como a eliminação de zonas «criadoras» de mosquitos (como vasos ou pratos com água).