Paulo Rangel frisou que o «Governo tem de assumir as suas responsabilidades», ao passo que Passos Coelho acha que o PEC só deve ser aprovado após ser conhecido o novo líder do PSD.
Paulo Rangel considerou, este domingo, «inaceitável» que o Governo pretenda fazer aprovar o Programa de Estabilidade e Crescimento na Assembleia da República, frisando que o «Governo tem de assumir as suas responsabilidades».
«Se estamos na situação em que estamos em Portugal, isso deve-se unicamente a 15 anos de políticas socialistas e, em particular, a cinco anos de maioria absoluta do PS de José Sócrates», sublinhou à entrada para o pavilhão em Mafra, onde está a decorrer o congresso do PSD.
Por esta razão, este candidato à liderança do PSD entende que o Executivo deve aprovar o PEC «sem estar a transferir responsabilidades para outros partidos» e não deve «fazer manobras de diversão e manobras de atirar culpas para os outros».
«Denuncio a própria ideia de votação de uma resolução. Não é necessária, não existe noutros países. Neste sentido, o Governo está a atentar fugir às suas responsabilidades e acho que é sobre este ponto de vista que devemos falar», reiterou.
Por seu lado, Pedro Passos Coelho defendeu que a «actual direcção do PSD devia ter a prudência de não comprometer o futuro do PSD com uma decisão que pode depender muito daquilo que for o resultado desta eleição interna».
Também questionado sobre este assunto, Aguiar-Branco entende que «esta liderança do PSD tem toda a legitimidade para poder tomar a decisão sobre o PEC».