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«A crise é uma ficção, não existe», diz Castanheira Barros

O candidato à liderança do PSD Castanheira Barros considerou, este sábado, que «a crise é uma ficção, não existe», garantindo que a sua candidatura pretende “renovar”, começando o discurso por pedir um minutos de aplausos para a Madeira.

Castanheira Barros foi o primeiro dos quatros candidatos à presidência social democrata a discursar no XXXII congresso nacional que hoje e domingo decorre em Mafra, tendo começado por dar uma primeira palavra e um minuto de aplausos «ao povo estóico da Madeira».

Depois de uma «notícia de última hora» sobre a criação de «um clube de fãs do José Sócrates», que o candidato disse dar pelo «nome de sondagens», andando com o primeiro ministro «ao colo há cinco anos», Castanheira Barros passou para as questões do PSD.

«Uns falam em unir, outros em romper, outros em mudar, eu falo em renovar», sublinhou Castanheira Barros, defendendo um «regresso às origens, ao pensamento de Sá Carneiro».

Para Castanheira Barros «mais do que “slogans” o PSD precisa de acção», garantindo que o partido precisa de uma «via verde para o desenvolvimento sustentável».

«Quanto ao Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) não vou perder muito tempo porque o PEC mais parece um PID - Programa de Instabilidade e Desemprego», ironizou.

O candidato afirmou que é necessária uma «aposta no turismo e nas indústrias não poluentes», referindo-se ao emprego como um «grande problema».

As propostas de Castanheira Barros nesta área são «incrementar o auto-emprego» e «apostar no emprego na função pública».

Defensor de um «capitalismo solidário, de rosto humano», o advogado de Coimbra considera que «o PSD tem futuro risonho».

«Eu proponho a criação de um senado no nosso partido que seja composto por todas as gerações», avançou.

Para o candidato, «a crise é uma ficção, não existe, é uma arma dos políticos medíocres».

Castanheira Barros foi o último dos quatro nomes a apresentar candidatura à liderança do PSD, juntando-se assim a Pedro Passos Coelho, José Pedro Aguiar-Branco e Paulo Rangel na corrida à presidência laranja, decidida nas directas de 26 de Março.


 

 


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