Em reacção à entrevista do Presidente da República, o PSD considera que Cavaco Silva foi «sereno», o CDS destaca três momentos, o BE mostra-se dividido, já o PCP fala na manutenção da cooperação estratégica com o Governo.
O líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco, considerou que na entrevista desta noite à RTP 1, o Presidente da República, Cavaco Silva, foi «sereno e eficaz».
«De uma forma geral [Cavaco Silva] passou um pano sobre os problemas com que nós estamos a ser confrontados quer em termos económicos, sociais e políticos. E acho que foi uma mensagem de serenidade e tranquilidade, como se exige a um Presidente da República que é um referencial de estabilidade», sublinhou Aguiar-Branco.
Já Nuno Magalhães, do CDS-PP, fala em três momentos chave desta entrevista ao chefe de Estado.
«A nosso ver foi uma boa entrevista e gostariamos de destacar três notas essenciais: o apelo em relação ao PEC no sentido de haver diálogo com os partidos da oposição e de poder e dever ser melhorado, em segundo lugar pareceu-nos que o senhor Presidente da República reconhece outros caminhos para combater o défice que não o aumento de impostos, terceiro, a preocupação que demonstrou com os problemas sociais do país», sublinhou o deputado popular.
O Bloco de Esquerda pela voz de Pedro Soares notou um momento pouco claro do Presidente da República e outro em que Cavaco Silva esteve melhor.
«Reafirmou, do nosso ponto de vista correctamente, que o Governo tem todas as condições para Governar, deve respeitar o diálogo com a Assembleia da República e deve valorizar o estabelecimento de compromissos com a oposição. A parte menos esclarecedora foi quando se referiu às questões que interessam aos portugueses, da economia, desemprego, das dificuldades em relação ao PEC, que disse que não conhecia», destacou.
Para Bernardino Soares do PCP, Cavaco Silva deixou claro na entrevista desta noite que a cooperação estratégica com o Governo continua.
«O dado mais importante penso que foi a reafirmação por parte do Presidente da República de uma grande convergência, no quadro do que designa como cooperação estratégica, com as linhas fundamentais da política do Governo que nos tem desgovernado nas últimas décadas, isto é, o apoio a uma política que vai penalizar ainda mais os salários, as prestações sociais», afirmou.