A DREN pediu hoje "sossego" para que a Inspecção Geral de Educação possa concretizar um relatório mais conclusivo sobre o caso da criança que desapareceu há oito dias no rio Tua.
Em declarações à TSF, António Leite, responsável pela DREN, explicou que para tentar obter certezas será necessário ouvir mais pessoas sobre este caso.
«A DREN considerou que havia necessidade de alargar o âmbito de acção do relatório e ouvir mais pessoas. Neste momento, é útil que que quem está a fazer o relatório possa ter algum sossego e que o possa fazer de maneira tranquila ouvindo quem tem que ouvir e juntando os documentos que tiver que juntar.», apelou.
«Era útil que todos nos compenetrássemos de que, neste momento, mesmo os que acham que sabem muito, sabem muito pouco. Por isso, é que é importante que o relatório decorra com tranquilidade, respeitando a dor daqueles pais», acrescentou o responsável.
A escola de Mirandela entregou, terça-feira, à DREN, o relatório do inquérito interno ao caso de Leandro, o rapaz de Mirandela que alegadamente se suicidou após agressões reiteradas dos colegas da escola.
A criança de 12 anos desapareceu há oito dias à hora de almoço no rio Tua, onde continuam as buscas pelo corpo, agora com um efectivo mais reduzido.
A par do inquérito interno da escola está também em curso um inquérito judicial a cargo do Ministério Público que delegou na PSP a condução do mesmo.
A polícia já ouviu mais de 15 testemunhos que confirmam a existência de agressões no caso de Mirandela, não falam em suicídio e descrevem Leandro como «uma criança reguila», disse fonte ligada ao processo.
As autoridades começaram por colocar a hipótese de “acidente” na queda do jovem ao rio, tendo em conta indicadores como o facto de ter tirado a roupa antes de entrar na água.
Colegas e familiares associaram o caso à violência na escola e nos últimos dias várias pais têm denunciado publicamente outros alegados casos, falando mesmo de bullying e da «inacção da escola».