O director da Amnistia Internacional em Portugal disse, esta sexta-feira, que as organizações que enviaram uma carta ao Ministério da Educação a pedir uma investigação rápida ao caso do rapaz de Mirandela vítima de bullying ainda não obtiveram uma resposta.
A carta aberta enviada ao Ministério tutelado pela Isabel Alçada exige o respeito pelos direitos das crianças e pede uma investigação objectiva e rápida ao caso do rapaz de Mirandela vítima de bullying.
À TSF, o director da Amnistia Internacional em Portugal disse que ainda não teve qualquer resposta e explicou que o objectivo é não deixar que o caso do aluno de Mirandela passe impune.
«É uma manifestação de solidariedade relativamente à família e aos amigos do Leandro» e um apelo a várias entidades escolares, que estão vinculadas à «convenção dos direitos das crianças», para que «apurem as responsabilidades que estão por detrás deste lamentável incidente», justificou, falando da carta.
Pedro Krupenski acrescentou que é importante conhecer, não só as causas deste caso de Mirandela, mas do «fenómeno em si».
As organizações que subscreveram a carta aberta - a Amnistia Internacional, a AMI, a Associação de Apoio à Vítima, a Margens - Associação para a Intervenção em Exclusão Social e Comportamento Desviante e a Oikos - prometem avançar com novas acções de sensibilização para o problema da violência escolar.
Na carta aberta fazem um apelo para que na segunda-feira, às 11:00 horas, todas as escolas façam um minuto de silêncio. Pedro Krupenski afirmou que se trata de um momento simbólico que deve servir de reflexão «sobre este problema e as respectivas causas».