A TSF apurou que, esta quarta-feira, o eurodeputado social-democrata vai apresentar uma candidatura à liderança do PSD.
O eurodeputado Paulo Rangel vai anunciar, esta quarta-feira, às 20:00 num hotel em Lisboa, a sua candidatura è presidência do PSD.
Paulo Rangel torna-se assim no segundo candidado assumido à liderança do PSD.
Contactado pela TSF, o outro candidato, Pedro Passos Coelho, que já está em pré-campanha, recusou comentar a candidatura do eurodeputado social-democrata.
Já o líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco, um nome apontado como provável candidato, referiu esta quarta-feira que até ao dia do Conselho Nacional não vai comentar estas questões.
«Até ao final da aprovação do Orçamento do Estado não me pronunciar sobre a vida interna do partido. Até sexta-feira não falo sobre a vida interna do PSD», declarou Aguiar-Branco.
O histórico do PSD, Miguel Veiga, referiu à agência Lusa ser um apoiante «sem reservas, sem reticências e sem objecções» da candidatura de Paulo Rangel, considerando que este tem uma personalidade «profundamente anti-populista e anti-demagógica».
Miguel Veiga, que recordou ainda ter sido um dos primeiros «a propor publicamente Paulo Rangel como candidato preferencial para assumir a presidência do PSD», afirmou, acrescentando que ficou «surpreendido» com este anúncio, que o «encheu de mais viva, satisfação e até de alegria».
Contactado pela TSF, Ribau Esteves, antigo secretário-geral do PSD no tempo da presidência de Luís Filipe Menezes, classificou de «respeitável» a candidatura de Paulo Rangel, mas considerou que o PSD está a cair no mesmo erro histórico de debater nomes de pessoas em vez de ideias.
Ribau Esteves referiu ainda que esta sucessão de líderes no PSD é um erro e criticou a falta de estabilidade que provoca, por isso afirmou que o partido devia «assentar e ter juízo».