Interpelado esta tarde pela TSF, o autor do livro "Portugal, Hoje - o medo de existir" considerou que o Governo está cada vez mais longe das pessoas, seguindo a tendência italiana.
O filósofo José Gil afirmou, esta terça-feira à TSF, que Portugal ainda não interiorizou determinadas regras democráticas, sublinhando que o Governo está «cada vez mais longe do povo», numa «tendência de erosão sistemática e profunda da Democracia».
«Portugal não aprendeu ainda a Democracia, Esta implica liberdade de expressão e liberdade de imprensa. Ora, o que se vê, é que o Governo está cada vez mais longe do povo, cada vez mais colonizado pela economia, pelos negócios, pela corrupção», afirmou o filósofo.
O autor do livro "Portugal, Hoje - o medo de existir" alertou para a escassez de «consciência cívica e moral» para travar o processo de obscurecimento da Democracia, apelando a uma reacção colectiva, sob pena de tudo ficar silenciado.
«Não há uma inversão deste processo, se não houver uma reacção colectiva que abra a opacidade e ponha transparência nos processos. Nós não sabemos nada. Esta Democracia é cada vez mais obscura», frisou.