A Associação Nacional de Municípios reconhece que há situações de dificuldades com os professores que dão aulas inseridas no projecto Escola a Tempo Inteiro. Uma das soluções propostas pela ANMP passa por dar um novo enquadramento legal à contratação destes professores.
A Associação Nacional de Municípios (ANMP) reconhece que, nesta altura, e um pouco por todo o país, existem fenómenos de descontentamento entre os professores que dão aulas extra-curriculares.
Ouvido pela TSF, o presidente da Comissão de Educação da ANMP, António José Ganhão, considera que esta situação está a causar sérios problemas às autarquias.
De acordo com António José Ganhão, existem situações de dificuldade «que resultam sobretudo da contratualização dos professores e das dificuldades em manter alguns dos professores por horários de 10 a 12 horas que assim que encontram algo de melhor, ainda que seja na escola pública, em horários que ficam disponíveis, imeditadamente desistem, renunciam às funções».
A situação, adianta aquele responsável, «cria uma instabilidade desnecessária que prejudica as famílias e dá uma má imagem do que se pretende com a escola a tempo inteiro».
Para resolver o problema, António José Ganhão considera que é necessário dar um novo enquadramento legal à contratação destes professores.
Esta solução, defende, «criaria uma estabilidade muito diferente, com horários e contratos para um ano inteiro e em igualdade de circunstâncias com os outros professores que leccionam para o Ministério da Educação.