Os sindicatos de professores não lhe dão vinte valores, mas após 14 horas de negociações chegaram a acordo com o Ministério da Educação. A TSF explica-lhe as bases deste entendimento conseguido à conta de cedências de parte a parte.
Na prática todos os professores com a classificação de “bom” poderão atingir, tal como exigiam os sindicatos, o topo da carreira.
No entanto até 2013 só metade destes professores pode aceder ao quinto escalão e apenas 33 por cento atingir o sétimo escalão. Significa que alguns dos docentes classificados com “bom” terão de esperar três anos para avançarem na carreira.
O Ministério da ducação não abdicou das quotas para a atribuição de “muito bom” e “excelente” que permitem uma progressão mais rápida independentemente da existência de vagas.
O ministério também não cedeu na necessidade dos professores que queiram atingir as notas mais elevadas terem de requerer a observação das suas aulas. Como exigiam os sindicatos acaba a divisão entre professores e professores titulares. A carreira passa a ter dez escalões.
Os ciclos da avaliação de desempenho continuam a ser de dois anos escolares e só quem ainda não iniciou a carreira será obrigado a passar por uma prova de ingresso.