O bastonário da Ordem dos Médicos defendeu, este sábado, a necessidade de auto-regulação médica e alertou para o «risco» da introdução de critérios económicos quando a regulação «depende de quem tem o interesse económico na gestão dos serviços».
A auto-regulação médica foi um dos temas em análise no encontro do Conselho Europeu das Ordens dos Médicos (CEOM), que terminou hoje no Porto.
O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, defende o modelo de auto-regulação segundo o qual são «os próprios profissionais que criam standards de qualidade e de comportamento», e avançou que o objectivo é introduzir este modelo em toda a Europa.
Pedro Nunes alertou também para o «risco da implementação de critérios económicos quando a regulação não é feita de forma autónoma, mas depende de quem tem o interesse económico na gestão dos serviços».
Em Portugal, a auto-regulação «já é uma tradição com muitos anos», sendo a Ordem dos Médicos quem faz a «avaliação profissional dos médicos e a análise deontológica do seu comportamento», explicou.
O Conselho Europeu das Ordens dos Médicos tem como objectivos intervir em todas as questões que se relacionam com a ética e a deontologia, bem como com os mecanismos de auto-regulação dos médicos.